76% dos pais dos pais se sentem culpados por priorizar o trabalho, revela nova pesquisa do Infojobs

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Um recente levantamento realizado pelo Infojobs, em parceria com Richard Uchoa,ouviu profissionais de todo o Brasil sobre a relação daa relação da paternidade com a vida profissional — e os resultados confirmam que ser um bom pai e um bom profissional, na mesma medida, pode serpode ser um desafio para a maioria dos brasileiros. Dos mais de 400 participantes que compartilharam suas perspectivas sobre o tema Dos mais de 400 participantes que compartilharam suas perspectivas sobre o tema, 74% são pais,  a maioria deles (87%) mora com os filhos. 

Apesar dos desafios, muitos enxergam impactos positivos da paternidade na carreira: 70% afirmaram que, após o nascimento dos filhos, tornaram-se mais produtivos, focados e com prioridades mais claras. Para 16%, não houve mudança significativa e 13% relataram efeitos negativos, como menor disponibilidade e perda de oportunidades.

Para eles,Para eles, equilibrar vida pessoal e profissional é umé um obstáculo. 76% dos pais dizem sentir culpa, sempre ou às vezes, por priorizarem o trabalho em detrimento da rotina com os filhos — especialmente por não conseguirem, em alguns momentos, fazer tudo o que consideram ideal.

Quando questionados sobre a participação em momentos importantes da vida dos filhos — como reuniões escolares ou consultas médicas — 38% dos pais afirmam trabalhar em empresas que oferecem flexibilidade para isso. Já 34% dizem não contar com esse apoio e 28% têm a possibilidade, mas não comparecem com frequência, delegando a função à mãe ou a outros parentes.

A principal barreira, segundo os próprios entrevistados, é a carga de trabalho e a falta de flexibilidade profissional (39%). Outros 18% apontam dificuldades pessoais na organização e priorização do tempo em família.

Além disso, as práticas das empresas são apontadassão apontadascomo frágeis ou inexistentes:: 46% dos profissionais que são pais que são pais dizem que sua empresa não possui políticas de apoio à paternidade. Entre os que ainda não são pais, 44% não sabem se a empresa tem alguma medida nesse sentido, e 30% afirmam que elass não existemm.

A ausência de orientação e acolhimento também afeta a percepção sobre engajamento profissional. 46% acreditam que são vistos como menos comprometidos com a carreira por priorizarem a família. Por outro lado, entre os profissionais sem filhos, 40% sentem que são percebidos como mais equilibrados e responsáveis.

Os relatos e percepções dos pais que atuam no mercado de trabalho chama atenção para a relação entre paternidade e carreira. Ao entrarem nessa conversa, as empresas têm a oportunidade de contribuir para a construção de ambientes mais acolhedores e flexíveis, que considerem as diferentes realidades dos profissionais. Essas transformações, além de beneficiarem diretamente os pais, também representam um passo importante em direção à equidade de gênero, ao promover um maior equilíbrio na divisão das responsabilidades familiares.

Os relatos e percepções dos pais que atuam no mercado de trabalho chama atenção para a relação entre paternidade e carreira. Ao entrarem nessa conversa, as empresas têm a oportunidade de contribuir para a construção de ambientes mais acolhedores e flexíveis, que considerem as diferentes realidades dos profissionais. Essas transformações, além de beneficiarem diretamente os pais, também representam um passo importante em direção à equidade de gênero, ao promover um maior equilíbrio na divisão das responsabilidades familiares.