Por Marcelo Hirata Segurança da informação deixou de ser um tema técnico para se tornar uma discussão central de negócio. À medida que empresas ampliam sua presença digital, aumentam também sua exposição a riscos operacionais, financeiros e reputacionais. O Cost of a Data Breach Report da IBM mostra que o custo médio global de um vazamento de dados atingiu US$ 4,45 milhões em 2023, o maior nível já registrado. No Brasil, esse valor também vem crescendo de forma consistente, refletindo um ambiente mais complexo e vulnerável. O problema não está apenas na tecnologia utilizada,mas na ausência de governança. Segurança sem governança gera esforço disperso, investimentos pouco eficientes e uma falsa sensação de proteção. Segundo o Global Risks Report do World Economic Forum, falhas em cibersegurança e riscos tecnológicos estão entre os principais riscos globais nos próximos anos, com impacto direto na continuidade dos negócios. Isso reforça que não basta investir em ferramentas; é necessário estruturar como decisões são tomadas, priorizadas e monitoradas dentro da organização. Nos últimos anos, o aumento da complexidade regulatória também elevou o nível de exigência sobre as empresas. No Brasil, a atuação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados e a consolidação da LGPD mudaram o padrão de responsabilidade sobre o uso de dados. Globalmente, o Cost of Compliance Report da Thomson Reuters indica que mais de 70% das empresas reportaram aumento significativo nos custos e na complexidade de compliance, refletindo um ambiente em que governança e controle deixaram de ser diferenciais para se tornarem requisitos básicos de operação. Outro ponto relevante é a mudança no perfil das ameaças. […]
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