A decisão que muda pequenas empresas: Adroaldo Weisheimer traz retorno além do financeiro com investimentos em tecnologia

Empreendedorismo Negócios Tecnologia

A digitalização deixou de ser tendência e se tornou fator estratégico para pequenas empresas que buscam competitividade e sustentabilidade no mercado. De acordo com um levantamento da plataforma Slack nos Estados Unidos em 2023, 43% dos proprietários de pequenas empresas estão investindo em novas tecnologias para manter a empresa funcionando. 

Mais do que automatizar tarefas, o uso inteligente da tecnologia tem impactado diretamente a gestão, a rentabilidade e a capacidade de crescimento dos negócios. Para Adroaldo Weisheimer, CEO da PHW HOLDING e especialista em gestão estratégica focada em resultados, a principal mudança está na forma como o empreendedor passa a enxergar o próprio negócio. 

“Quando o empresário começa a trabalhar com dados organizados e indicadores claros, ele deixa de agir por intuição e passa a decidir com estratégia. A virada de chave não está no software, mas sim na mentalidade”, afirma.

Menos desperdícios e mais produtividade: O fim do “achismo” empresarial

O uso de sistemas de gestão, controle de estoque, fluxo de caixa digital e análise de desempenho permite identificar gargalos que antes passavam despercebidos, e que têm o potencial de limitar o crescimento da empresa.

“A tecnologia evidencia onde estão os desperdícios e mostra oportunidades reais de melhoria. Isso impacta diretamente na margem de lucro. Com processos mais organizados, a produtividade aumenta e o retrabalho diminui, refletindo no resultado final. Quando o empresário troca a intuição por indicadores claros, ele para de torcer e começa a decidir”, destaca Adroaldo Weisheimer.

Mas o retorno não é apenas financeiro. A organização das informações fortalece o planejamento de médio e longo prazo.

De acordo com o executivo, a tecnologia atua como um “CFO digital” para quem não tem um diretor financeiro. Sistemas de gestão e análise de dados iluminam gargalos que drenam o lucro silenciosamente, desde um estoque mal dimensionado até processos manuais que queimam horas produtivas.

“A tecnologia não apenas automatiza; ela evidencia a verdade nua e crua da empresa. Ela mostra onde o dinheiro está vazando. Corrigir isso impacta a margem de lucro imediatamente, muitas vezes sem precisar vender um real a mais”, destaca Adroaldo Weisheimer.

A vantagem das pequenas empresas

Em um mercado competitivo, velocidade importa (E importa cada vez mais). Com tecnologia, a tomada de decisão se torna mais ágil e baseada em fatos concretos.

Para Adroaldo, o diferencial das pequenas empresas está justamente na capacidade de adaptação ao uso destas novas tecnologias, algo que se torna mais difícil conforme o porte da empresa aumenta. É aqui que a pauta ganha força. Em um mercado onde a velocidade vale mais que tamanho, as pequenas empresas têm um trunfo que as gigantes perderam: agilidade de adaptação.

“Quem utiliza tecnologia de forma estratégica ganha vantagem competitiva e constrói um crescimento mais consistente. Essa é uma grande vantagem das pequenas empresas, há um tempo menor de implementação de novas ferramentas, quanto maior a empresa, mais funcionários precisam se adaptar, mais processos precisam mudar, mais níveis precisam se adequar”.

“O diferencial competitivo hoje não é quem tem mais dinheiro, é quem implementa mudanças mais rápido. Essa é a grande vantagem do pequeno: o tempo de implementação de uma nova tecnologia é curto. Enquanto a multinacional leva meses treinando equipes e mudando processos, o pequeno empresário decide na segunda e implementa na terça”, analisa o CEO da PHW Holding.