5 erros silenciosos que tiram candidatos da disputa por uma vaga de emprego; confira

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Conquistar uma nova oportunidade no mercado de trabalho exige mais do que um bom currículo. Diante de um mercado cada vez mais competitivo e com recrutadores mais atentos a aspectos técnicos e comportamentais, pequenos deslizes podem impactar na perda de oportunidades. Erros recorrentes durante os processos seletivos, muitos deles evitáveis, estão entre as principais causas da reprovação de candidatos que, em tese, possuem qualificação para a vaga. 

De acordo com Patricia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora da  Catho, entre os cinco principais fatores que mais reprovam profissionais está, em primeiro lugar, a falta de preparo para entrevistas. 

“Chegar sem pesquisar sobre a empresa, o setor ou a própria vaga compromete a performance do candidato, quanto mais informado sobre o mercado, o negócio e a cultura da empresa, mais conteúdo para dialogar sobre a oportunidade. O segundo erro mais comum é apresentar respostas genéricas, sem exemplos práticos ou resultados mensuráveis que comprovem competências e conquistas ao longo da trajetória profissional, entrando, mais uma vez, em uma questão de preparo”, explica Suzuki. 

O terceiro ponto crítico é a inconsistência entre currículo e discurso. Conforme a especialista, informações divergentes ou pouco claras geram insegurança no recrutador e podem comprometer a credibilidade do candidato. 

Já o quarto erro, é a falha de comunicação, que inclui dificuldade em organizar ideias, não ouvir atentamente as perguntas ou não conseguir apresentar de forma objetiva as experiências. 

“O quinto deslize está relacionado ao desalinhamento de expectativas, seja em relação a salário, modelo de trabalho ou expectativas de carreira, que também podem se tornar um dos principais motivos de eliminação, especialmente quando o profissional não consegue demonstrar conexão real com a oportunidade”, complementa a diretora.

Dados da Pesquisa de Tendências da Catho reforçam a importância desse alinhamento. Entre os respondentes, 14,41% apontam o aumento salarial como principal motivação para mudar de emprego, seguido por plano de carreira (14%) e busca por melhores benefícios e qualidade de vida (13,9%). 

Além disso, mais de 40% dos profissionais que participaram do estudo pretendem fazer uma migração de carreira em 2026, sendo que 80% deste grupo já estão buscando oportunidades alinhadas à nova área de interesse. 

“Muitos candidatos são reprovados não por falta de qualificação técnica, mas porque não conseguem demonstrar claramente suas entregas e objetivos. O recrutador precisa enxergar coerência entre a trajetória do profissional e a necessidade da empresa. Quando há preparo, autoconhecimento e clareza na comunicação, as chances de avançar aumentam significativamente”, conclui Patricia Suzuki.