Expectativa de inflação é de 4,06% para 2026

Economia

Expectativa de inflação é de 4,06% para 2026

Para 2026, a mediana das estimativas do mercado na Pesquisa Focus do Banco Central é de um Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,06%, abaixo do teto de 4,50% da meta de inflação do BC.

Veja abaixo, a análise de Sara Paixão, analista de macroeconomia da InvestSmart XP:

O IPCA fechou 2025 com alta de 4,26%, dentro do intervalo superior da meta de inflação, que era de 4,5%.

Ao longo do ano, a contração da inflação foi influenciada pela valorização do real frente ao dólar, que diminui o preço de produtos importados, pela diminuição no preço das commodities alimentícias e pelo remanejamento dos produtos chineses, que, com a deflação no país, também puderam ser comprados a menores preços.

Com isso, a inflação dos bens industriais fechou o ano em 2,39%, já alimentação e bebidas em 2,95%. Lembrando que, o grupo de alimentação e bebidas tem o maior peso no IPCA.

Já os destaques de alta ao longo do ano foram, principalmente, ligados ao preço de serviços, que fechou o ano em 6,01%.

A inflação de serviços foi positivamente impactada pelo mercado de trabalho, que apresentou sinais de aquecimento durante todo o ano, com sinais de moderação incipiente no último trimestre.

O aumento na renda real da população tem impacto positivo sobre a demanda agregada, o que influencia na dinâmica de preços. Além disso, a energia elétrica foi o subitem com maior impacto individual ao longo do ano, por conta das mudanças de bandeiras tarifárias. 

Olhando para o mês de dezembro, o avanço foi de 0,33%, abaixo das estimativas, mas com a abertura ainda pressionada.

Serviços e núcleo apresentando resultados acima das estimativas dos economistas e aumento na difusão.

Para 2026, a mediana das estimativas do mercado no Focus é de um IPCA de 4,06%, também dentro do intervalo da meta de 4,50%.

Esse é dos fatores que impulsionam as expectativas de corte de juros na taxa Selic durante a segunda reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontecerá em março.

Autora: Sara Paixão, analista de macroeconomia da InvestSmart XP

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