Mais de R$ 100 milhões levam Faria Lima a trocar reuniões por golfe corporativo

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O networking do mercado financeiro brasileiro está saindo das salas fechadas da Faria Lima e ocupando campos de golfe. Em eventos corporativos que combinam esporte, convivência e relacionamento, empresários, gestores, investidores e executivos passaram a usar esse ambiente para criar conexões mais qualificadas, aproximar clientes estratégicos e abrir conversas de negócios além das salas de reuniões tradicionais. A lógica é simples, em um setor movido por confiança, reputação e acesso, encontros em ambientes fechados com ar condicionado, fazer negócios além do ambiente de escritório  têm ganhado peso como ferramenta de negócios, como por exemplo tênis, squash, boliche e golfe. 

A Ouro Preto Investimentos é um dos exemplos desse movimento. A instituição tem usado eventos de golfe como ambiente de aproximação com clientes, parceiros e empresários interessados em mercado de capitais, gestão patrimonial e soluções financeiras. O evento corporativo de  golfe vem sendo tratado como uma extensão da estratégia comercial de casas financeiras, que buscam fortalecer vínculos em um mercado cada vez mais competitivo.. Nos últimos eventos em que participou, a casa afirma ter gerado cerca de mais de  R$ 100 milhões em conversas comerciais, em seus ultimos 5 eventos corporativos, originadas a partir dos encontros novos relacionamentos estratégicos mapeados após as etapas. 

O formato permite que o contato com potenciais clientes aconteça de forma menos protocolar, mas com alto valor comercial, especialmente em um segmento no qual a decisão de investimento depende de confiança, recorrência e percepção de credibilidade. “O golfe cria uma dinâmica diferente da reunião tradicional, porque permite que o investidor/empresário conheça melhor quem está do outro lado antes de falar de produto, alocação ou estrutura financeira. No mercado financeiro, a confiança quase sempre vem antes da negociação, e esses eventos ajudam a construir essa ponte de forma natural. Para uma casa como a Ouro Preto Investimentos, estar presente nesses ambientes significa ampliar relacionamento, entender melhor as demandas dos clientes e transformar boas conversas em oportunidades concretas de negócios.”, afirma Leandro Turaça, sócio da Ouro Preto Investimentos. A força desse modelo está justamente no tempo de convivência. Diferentemente de um almoço rápido ou de uma reunião de 30 minutos, o evento de golfe cria uma jornada completa de 4 horas de relacionamento em ambiente aberto, com café da manhã, prática esportiva, almoço, premiações, brindes e conversas ao longo do dia.


O ambiente menos formal facilita a aproximação entre investidores/empresários que, muitas vezes, compartilham interesses em investimentos, crédito, expansão, sucessão patrimonial e diversificação de capital. De acordo com Turaça: “O mercado financeiro sempre valorizou bons contatos, mas hoje existe uma diferença importante entre apenas conhecer pessoas e criar relacionamento de verdade. O golfe permite essa segunda etapa, porque o empresário passa algumas horas em um ambiente seguro, tranquilo e descontraído, onde a conversa flui com menos barreira. Muitos negócios não começam com uma proposta formal, começam com uma troca qualificada, e é isso que esse tipo de evento proporciona.”, afirma.

À frente da Golf & Fun,  Jacques Wladimirski defende que o esporte se consolidou como uma ferramenta empresarial justamente por combinar lazer, relacionamento e geração de negócios. O evento reúne mais de 150 empresas participantes e foi desenvolvido para aproximar empresários.  “Os eventos de golfe geram melhores relacionamentos das organizações com seus clientes e, consequentemente, aumento dos negócios gerados por eles”, afirma Jacques Wladimirski, presidente da Golf & Fun. Wladimirski explica que a Golf Fun desenvolveu uma metodologia pouco comum no mercado latino-americano ao aproximar executivos e marcas de uma experiência ainda pouco explorada no ambiente corporativo brasileiro.

Segundo ele, entre as cerca de 150 pessoas presentes em cada evento, aproximadamente 90% nunca haviam entrado em um campo de golfe.A empresa atua há mais de duas décadas nesse segmento, com foco em criar ambientes de relacionamento entre patrocinadores e seus clientes. A permanência de marcas parceiras por quase 20 anos, afirma Wladimirski, indica que o formato tem conseguido sustentar conexões de longo prazo. Em um mercado marcado por agendas concorridas, disputa por atenção e excesso de eventos corporativos, o golfe surge como uma alternativa de networking mais prolongada, em que as conversas de negócios se desenvolvem ao longo de uma experiência compartilhada, e não apenas em encontros pontuais.