BM&C News estreia nos EUA e Canadá em plataforma de streaming gratuita da UVO TV

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A chegada da BM&C News aos Estados Unidos e ao Canadá acontece em meio a uma transformação profunda no consumo de televisão. Nos Estados Unidos, o streaming já respondeu por 47,5% de toda a audiência de TV em dezembro de 2025, acima dos 21,4% da TV aberta e dos 20,2% da TV a cabo, segundo dados da Nielsen divulgados pela Reuters. A eMarketer projeta que os investimentos em publicidade em TV conectada nos upfronts americanos alcancem US$ 17,73 bilhões em 2026, ultrapassando pela primeira vez os US$ 16,98 bilhões estimados para a TV linear em horário nobre. A mudança também aparece no avanço dos modelos com anúncios: mais de 60% da população dos EUA deve assistir neste ano a serviços FAST ou planos de streaming com publicidade, enquanto 80,4% dos usuários de plataformas OTT por assinatura devem ter ao menos 1 plano com anúncios, ante 71,5% em 2024. Para o público brasileiro fora do país, esse movimento ganha peso adicional. O Itamaraty estima que cerca de 4,9 milhões de brasileiros vivam no exterior, enquanto a UVO TV afirma alcançar mais de 70 milhões de espectadores multiculturais nos Estados Unidos e no Canadá.

É nesse cenário de mudança tecnológica, pulverização da audiência e maior procura por conteúdo econômico com leitura qualificada que a BM&C News passa a fazer parte da programação da UVO TV, plataforma FAST disponível na América do Norte. A estreia reforça a presença internacional da emissora, que já distribui conteúdo em TV por assinatura, streaming, plataformas digitais, portal de notícias, YouTube e redes sociais. Para Paula Moraes, CEO e Fundadora da BM&C News, a entrada no mercado norte-americano representa mais do que uma ampliação de distribuição. Ela acompanha uma transformação na maneira como investidores, empresários e profissionais se informam sobre economia e mercado. “Os mercados são globais, os fluxos de capital cruzam fronteiras em tempo real e a informação econômica também precisa circular com essa mesma velocidade. A chegada aos Estados Unidos e ao Canadá nos permite aproximar o público brasileiro e internacional das discussões que movem negócios, investimentos e decisões de longo prazo.”

O movimento também acompanha a internacionalização de veículos especializados, especialmente em áreas nas quais o público busca mais do que a notícia em tempo real. No jornalismo econômico e financeiro, a relevância está em conectar fatos, dados e consequências, explicando, por exemplo, como uma decisão de juros nos Estados Unidos pode influenciar câmbio, bolsa, crédito, inflação e investimentos no Brasil. “A BM&C News nasceu com a proposta de traduzir os movimentos da economia para quem precisa tomar decisão. Estar em uma plataforma FAST na América do Norte amplia essa ponte entre o Brasil e o mundo, porque nos coloca diante de uma audiência que acompanha o país de fora, investe, empreende, trabalha em mercados globais e precisa entender como esses temas se conectam”, afirma Paula Moraes.

A entrada na UVO TV também cria espaço para a BM&C News desenvolver novos formatos editoriais, ampliar entrevistas com lideranças internacionais, fortalecer a cobertura de temas globais e alcançar uma audiência formada por brasileiros no exterior, investidores, executivos e tomadores de decisão interessados no Brasil. O modelo FAST reduz barreiras de acesso ao permitir que o público acompanhe a programação gratuitamente, com sustentação por publicidade, em um ambiente no qual canais ao vivo, conteúdo sob demanda e afinidade cultural passaram a dividir a atenção do espectador. Para uma emissora especializada em economia, estar nesse ecossistema significa acompanhar a audiência onde ela já está migrando, sem depender apenas dos modelos tradicionais de TV paga ou assinatura.

A expansão internacional da BM&C News pode, no médio e longo prazo, fortalecer a presença do jornalismo econômico brasileiro em um mercado de informação cada vez mais global. Ao circular fora do país, a análise sobre economia, negócios e investimentos no Brasil tende a se aproximar de investidores estrangeiros, brasileiros expatriados e profissionais que acompanham os efeitos das decisões globais sobre o mercado nacional. Em um ambiente em que fluxos de capital se movimentam em segundos e atravessam fronteiras com rapidez, ampliar o acesso a conteúdo financeiro brasileiro qualificado ajuda a conectar o país a centros internacionais de decisão e a formar uma audiência mais informada sobre os movimentos que moldam os mercados.