Alumbra Empreendimentos Design direciona 2% das vendas a projetos sociais e entrega 10 casas em Porto Belo

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O Brasil ainda convive com um déficit de 5,77 milhões de moradias, mas a falta de uma casa adequada pesa ainda mais sobre famílias que já precisam dividir uma renda limitada entre aluguel, alimentação, saúde e cuidados permanentes. Entre os brasileiros, 14,4 milhões vivem com alguma deficiência, enquanto 7,8 milhões de mulheres moram sem cônjuge e com os filhos. Na população de menor renda, a pressão da moradia é ainda mais evidente: 3,59 milhões de domicílios que compõem o déficit habitacional pertencem a famílias com renda de até 3 salários mínimos comprometidas excessivamente com aluguel. O problema não termina dentro de casa, cerca de 90 milhões de brasileiros ainda vivem sem acesso adequado a serviços básicos, como coleta de esgoto, enquanto famílias com crianças e pessoas com deficiência precisam arcar também com terapias, medicamentos, equipamentos e adaptações. É nesse cruzamento entre moradia, renda e cuidado que uma casa própria deixa de representar apenas patrimônio e passa a determinar quanto uma família consegue investir na saúde dos filhos, na própria estabilidade e no futuro.

Essa sobreposição de desafios aparece na história de Catherine, que passou os primeiros 33 anos da vida morando de aluguel e, depois de se mudar de Belo Horizonte para Porto Belo, em Santa Catarina, precisou recomeçar novamente durante a pandemia. Pouco depois, tornou-se mãe de Maria Clara, que nasceu após graves complicações e ficou 4 meses hospitalizada, passando a conviver com paralisia cerebral, microcefalia, epilepsia e outras sequelas neurológicas. Catherine deixou o trabalho para se dedicar integralmente aos cuidados da filha, que precisa de terapias, equipamentos e de um ambiente adaptado. A possibilidade de comprar uma residência própria praticamente desapareceu do horizonte até que ela foi selecionada para receber uma das 10 casas entregues em Porto Belo, construídas e equipadas por meio de uma parceria entre o Instituto Vislumbra e a Prefeitura de Porto Belo, com investimento de aproximadamente R$ 1,5 milhão. “O dia mais feliz da minha vida foi o dia em que pisei na minha casa pela 1ª vez”, relata Catherine. Para ela, a casa significa finalmente poder montar o quarto adaptado da filha, organizar os equipamentos usados nos cuidados diários e construir uma rotina sem o risco permanente de precisar deixar um imóvel alugado.

Para Charlane, outra mãe solo contemplada pelo projeto, a mudança pode ser medida inclusive no orçamento: o dinheiro que antes precisava ser reservado ao aluguel poderá ser direcionado às terapias do filho, Saimon. “A diferença hoje que temos a casa é, sem dúvidas, a melhoria de vida do Saimon, principalmente nas terapias que agora vou conseguir pagar, e a paz de dormir sem a preocupação de pagar o aluguel ou de alguém pedir a casa”, afirma. As experiências das 2 famílias mostram como uma política de moradia pode produzir efeitos que ultrapassam a própria habitação, alcançando saúde, cuidado, renda e segurança familiar. No caso das 10 residências de Porto Belo, parte dos recursos veio de um modelo pelo qual 2% do valor comercializado nos empreendimentos da Alumbra é destinado, por meio do Instituto Vislumbra, a projetos sociais, criando uma conexão entre a expansão do mercado imobiliário e a redução de vulnerabilidades na mesma região. “Quando uma família deixa de destinar uma parcela importante da renda ao aluguel, a casa começa a gerar consequências em outras áreas: no tratamento dos filhos, na saúde, na segurança e na capacidade de planejar o futuro. A moradia não resolve sozinha a vulnerabilidade social, mas cria uma base para que a família consiga reorganizar a própria vida. Essas histórias mostram que o impacto de entregar uma casa pode ser muito maior do que a entrega física do imóvel”, afirma Alex Sales, fundador da Alumbra Empreendimentos Design.