Saúde mental entre vida pessoal e trabalho estão entre tendências de benefícios; confira 

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O pacote de benefícios oferecido pelas empresas brasileiras está passando por uma transformação significativa. Organizações de diferentes portes estão direcionando esforços para iniciativas que promovam qualidade de vida, saúde emocional e equilíbrio na rotina profissional, sobretudo em um cenário em que reter talentos tem sido tão desafiador quanto contratar. Dados da Pesquisa de Tendências 2026 da Catho, plataforma gratuita de empregos, revelam que o bem-estar passou a ocupar posição central na estratégia de atração e retenção de talentos.

Entre as principais tendências apontadas pelos entrevistados, os incentivos ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional lideram com 59,2%, que se traduz em ações como horários mais flexíveis, possibilidade de ajustar a jornada em períodos de maior demanda pessoal ou até políticas mais claras para evitar excesso de horas extras. Logo em seguida aparecem os programas de saúde mental, citados por 58,9%, refletindo a consolidação do tema como prioridade nas agendas corporativas, seja por meio de apoio psicológico, rodas de conversa, campanhas internas ou acesso facilitado a atendimento especializado.

Benefícios focados em saúde física e mental somam 40,1%, mostrando que as empresas estão ampliando o olhar para além de ações pontuais e investindo em iniciativas estruturadas de cuidado integral, como parceria com academias. A cultura de feedback contínuo (36,9%) também ganha destaque, indicando que ambientes mais transparentes e colaborativos são percebidos como fator de bem-estar. Já a flexibilização do modelo de trabalho e da carga horária, mencionada por 35,7%, reforça a consolidação de formatos híbridos e jornadas adaptáveis como parte da nova realidade corporativa.

No entanto, embora 79,5% dos respondentes acham importante ou muito importante a tendência de benefícios flexíveis para a equipe, 39,8% acham que remuneração e benefícios serão desafios internos para a empresa na gestão de colaboradores, o que acende um alerta: empresas reconhecem a importância do bem-estar, mas precisam conciliar investimentos com sustentabilidade financeira, tornando a estratégia de benefícios ainda mais personalizada e alinhada à realidade de cada negócio.