Em um mercado onde setores como o de bares e restaurantes enfrentam taxas de rotatividade de até 150% ao ano, a dificuldade em preencher vagas operacionais se tornou um dos maiores freios para o crescimento das empresas. É nesse cenário de escassez crônica de mão de obra que a iWof, uma startup fundada em 2021, encontrou um oceano de oportunidades. Em apenas cinco anos, a plataforma já intermediou mais de 3 milhões de horas de trabalho, construindo uma base com mais de 200 mil profissionais e crescendo de forma sustentável, sem nunca ter recebido um real de aporte de fundos de venture capital.
“Enquanto empresas sofrem com turnover de até 150% ao ano e vagas que não conseguem preencher, milhões de brasileiros querem trabalhar sem a rigidez do modelo tradicional. A iWof conecta esses dois mundos”, afirma Kedson Silva, fundador e CEO da iWof.
A startup, que integra o ecossistema de inovação Habitat Bradesco, funciona como um marketplace que conecta centenas de empresas em todo o Brasil a uma força de trabalho flexível para funções como recepcionistas, garçons, repositores, caixas, camareiras e dezenas de outras. O diferencial está em seu algoritmo proprietário, que permite o preenchimento de vagas de forma rápida e eficiente, garantindo a continuidade das operações para seus clientes, que incluem gigantes dos setores de varejo, hotelaria, bares e restaurantes.
O crescimento da iWof impressiona, especialmente por ser uma empresa “bootstrapped”, ou seja, que cresceu com recursos próprios. No último ano, a startup dobrou de tamanho, registrando um crescimento de mais de 100% em seu faturamento. Esse desempenho, segundo Kedson, é resultado de um foco obsessivo em resolver a dor do cliente.
Mas o que realmente diferencia a iWof no crescente mercado da gig economy é o seu impacto social. Um levantamento interno revelou um dado surpreendente: 54% dos profissionais que geram renda através da plataforma são mães solteiras, moradoras de zonas periféricas das cidades.
“54% dos nossos prestadores de serviços são mães solteiras da periferia. A iWof não é só uma plataforma de trabalho, é uma ferramenta de transformação social e geração de renda para quem mais precisa”, destaca Kedson. A empresa não apenas oferece flexibilidade, mas também uma oportunidade de inclusão para um público que muitas vezes enfrenta barreiras no mercado de trabalho formal.
A iWof é assessorada por mentores com histórico de sucesso no ecossistema de startups, incluindo fundadores que já captaram milhões de dólares em suas empresas anteriores. Com essa bagagem e os resultados sólidos, a startup agora mira um mercado ainda maior. A chamada “gig economy” deve movimentar o equivalente a R$ 12,6 trilhões em todo o mundo até 2033, e a iWof quer ser a referência em staffing on-demand no Brasil e, em breve, na América Latina.
“Provamos que é possível construir um negócio de alto crescimento, rentável e com impacto social relevante”, conclui Kedson. “O mercado de trabalho está mudando, e a iWof está na linha de frente dessa transformação.”