Para especialista, competências técnicas impulsionam mudanças de carreira e ampliam oportunidades

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Assim como habilidades comportamentais, as competências técnicas específicas, também conhecidas como hard skills, – são motores de mobilidade profissional no mercado atual. À medida que empresas de diversos setores adotam processos de recrutamento cada vez mais centrados em capacidades reais, indo além do diploma, profissionais com formações técnicas tradicionais estão encontrando oportunidades em áreas que pareciam distantes de suas trajetórias iniciais. 

É o que observa Carolina Tzanno, gerente Sr. de RH da Redarbor Brasil, detentora da Catho. Segundo a especialista, hoje os empregadores buscam profissionais que possam entregar soluções concretas rapidamente, o que muitas vezes depende de domínios técnicos específicos: “Ao priorizarem o repertório técnico, as empresas fomentam mobilidades de carreira valiosas. Talentos com formação em exatas, como engenheiros e matemáticos, hoje migram com certa facilidade para o marketing digital ou análise de dados. Isso porque algumas habilidades comuns nessas áreas de formação tornaram-se transversais, permitindo que aqueles que as dominam transitem entre distintos segmentos, desde saúde até tecnologia, por exemplo”.

Esse cenário é uma realidade no dia a dia das empresas brasileiras. De acordo com um estudo da ManpowerGroup, 81% das empresas enfrentam escassez de talentos, refletindo que a dificuldade de encontrar skills específicas, como as hard skills, está acima da média mundial (74%).

Já a Pesquisa de Tendências 2026 da Catho aponta que entre as hard skills que mais devem ser desenvolvidas pelos profissionais em 2026 estão inteligência artificial (17,3%), fluência em idiomas (12,6%), pacote office (9,8%) e análise de dados e business intelligence (8,1%).

O que esses dados confirmam, segundo Tzanno, é que desenvolver as competências técnicas mais exigidas pelo mercado é imperativo para se manter destacado em ambientes que valorizam a entrega real.

“O profissional que se destaca é aquele que demonstra agilidade de aprendizagem e capacidade de converter conhecimento em solução, independentemente da área. Quando o ‘saber fazer’ sobrepõe o título ou o diploma, a requalificação técnica pode ser o primeiro passo para uma possível transição ou evolução de carreira. Habilidades comportamentais continuam sendo indispensáveis, mas aspectos técnicos podem colocar um candidato à frente em processos seletivos muito competitivos”, finaliza a porta-voz.