Alta concentração de lavagem em poucos dias testa capacidade e diferencia modelos operacionais
O Brasil iniciou 2026 com o consumo cada vez mais concentrado em serviços de conveniência e soluções sob demanda. O setor de serviços manteve crescimento, com segmentos ligados à conveniência urbana avançando em ritmo de 2 dígitos. Aplicativos de delivery cresceram 21,2%, serviços de transporte avançaram 15,9% e atividades associadas à rotina urbana registraram expansão consistente, refletindo a busca por rapidez e previsibilidade no dia a dia.
Em paralelo, o mercado global de conveniência projeta movimentar mais de US$ 1 trilhão em 2026, evidenciando a consolidação de modelos voltados à alta rotatividade. No Brasil, o segmento de lavanderias self-service acumulou crescimento de cerca de 44% entre 2019 e 2024 e entra em 2026 com projeções de crescimento de cerca de 9,4% ao ano globalmente até 2032, movimento que acompanha a intensificação da rotina urbana e a menor tolerância à espera.
Esse contexto ajuda a explicar por que períodos de maior circulação nas cidades pressionam serviços que lidam com rotatividade elevada e prazos curtos. Deslocamentos frequentes, jornadas mais longas fora de casa e a necessidade de resolver múltiplas tarefas em intervalos reduzidos ampliam o uso contínuo de roupas ao longo do dia. Peças leves, trocas recorrentes e maior exposição urbana elevam o volume de lavagem em intervalos menores. Ao mesmo tempo, o tempo disponível para resolver tarefas domésticas diminui drasticamente, tornando a espera prolongada inviável.
A combinação entre maior volume e menor tolerância ao tempo desloca a decisão do consumidor para serviços capazes de oferecer resposta rápida e previsível. No caso das lavanderias, esse cenário funciona como um teste prático de capacidade operacional. Ele evidencia quais modelos conseguem absorver picos concentrados sem comprometer o fluxo de atendimento e quais enfrentam dificuldade para manter prazos em ambientes urbanos mais intensos.
É nesse cenário que a Lavanderia 60 Minutos, que já opera com ciclos de até 60 minutos ao longo do ano, direciona sua operação para atender ao aumento sazonal observado nas cidades. A rede organiza esse modelo em todas as unidades do país, priorizando a capacidade instalada para absorver a elevação concentrada da demanda em períodos de maior pressão urbana. A possibilidade de lavar ou secar roupas dentro desse prazo, funciona como um instrumento de previsibilidade para o consumidor, ao reduzir incertezas de tempo e custo em dias de rotina comprimida. A ação não altera a lógica do negócio nem cria um novo serviço, mas reorganiza a operação para momentos específicos do calendário. O foco está em manter a fluidez e evitar acúmulo em períodos marcados por urgência e alto volume de uso.
Para Isaelson Oliveira, CEO do Grupo Hi, o ponto central está na adequação do serviço ao comportamento observado nas cidades. “Quando a demanda se concentra em poucos dias e o tempo disponível diminui, a espera longa deixa de fazer sentido”, afirma. Segundo ele, utilizar uma operação já existente como resposta a esses momentos específicos é uma forma de alinhar prazo e expectativa do consumidor urbano. “Quando o tempo vira o principal fator de decisão, clareza e previsibilidade passam a ser essenciais”, explica. A leitura do comportamento urbano ajuda a orientar como os serviços devem se organizar diante de picos recorrentes. No setor de lavanderias urbanas, esses períodos evidenciam diferenças importantes entre modelos de operação.
Para a Lavanderia 60 Minutos, o comportamento observado nos períodos de maior intensidade urbana antecipa padrões que tendem a se repetir ao longo do ano. “O que se intensifica em determinados momentos costuma aparecer depois em diferentes situações da rotina das cidades”, afirma Oliveira. Segundo ele, rapidez, clareza de prazo e autonomia deixaram de ser conveniência e passaram a ser expectativas básicas do consumidor urbano. Esses movimentos funcionam como um retrato concentrado das transformações em curso no consumo de serviços nas grandes cidades brasileiras. A compressão do tempo redefine a forma como os serviços precisam operar para permanecer relevantes.