Tecnologia sustentável impulsiona marca brasileira de cosméticos no Oriente Médio

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A indústria global de beleza vive uma transformação silenciosa, mas profunda. A busca por cosméticos naturais cresceu 15% nos últimos anos, consolidando a sustentabilidade como eixo estratégico de um setor historicamente associado apenas à estética e ao glamour. Ingredientes limpos, rastreabilidade e menor impacto ambiental deixaram de ser diferenciais e passaram a integrar o núcleo da decisão de compra, inclusive no segmento de alto luxo.

É nesse ambiente que a brasileira O³NT, fundada em 2020, ganhou tração entre consumidores bilionários no mercado árabe. A marca aposta no uso do ozônio como ativo central, utilizando o oxigênio do ar em formulações que combinam propriedades regeneradoras e anti-inflamatórias com apelo ambiental. A proposta une inovação tecnológica e responsabilidade ecológica em um momento em que tensões geopolíticas, como a escalada entre EUA e Irã, redesenham relações diplomáticas, mas não freiam o avanço do mercado premium de beleza.

Para Alessandra Nahus, fundadora da AN Holding, o desempenho de empresas com esse perfil está ligado à capacidade de equilibrar ciência e propósito. “O mundo está cada vez mais exigente, e as empresas precisam ser capazes de entregar produtos que não apenas atendam às expectativas de qualidade, mas que também respeitem o meio ambiente. O ozônio, com suas propriedades regeneradoras e anti-inflamatórias, é um exemplo claro de como a tecnologia pode ser aplicada de forma inteligente, beneficiando tanto os consumidores quanto o planeta”, afirma Alessandra. Segundo ela, a sustentabilidade se consolidou como o novo luxo e deixou de ser tendência para se tornar exigência do consumidor moderno.

A empresária também ressalta que a inovação precisa caminhar junto com posicionamento estratégico e comunicação clara. “Empreender no setor de cosméticos exige coragem e visão. A O³NT não está apenas trazendo uma inovação em termos de matéria-prima, mas também pensando em como ela se comunica com o consumidor. A transparência e a ética são essenciais, e a marca tem se mostrado um exemplo disso, ao não apenas utilizar uma tecnologia limpa, mas também ao educar seus consumidores sobre o impacto de suas escolhas”, comenta. Para ela, o sucesso dessa nova geração de cosméticos depende tanto da qualidade do produto quanto da construção de uma narrativa consistente e educativa.

As projeções do setor reforçam essa direção. A demanda por cosméticos naturais e sustentáveis deve avançar a uma taxa anual composta de 6,3% até 2027, impulsionada pela crescente conscientização ambiental e pela busca por benefícios reais à saúde da pele. Em um mercado global cada vez mais competitivo, inovação limpa e transparência deixaram de ser acessórios e passaram a definir posicionamento, valor e expansão internacional.