Setor de transportes é o maior consumidor de alumínio no mundo e registra crescimento de 26% no Brasil nos últimos 4 anos

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Do carro ao avião, metal contribui para reduzir peso, melhorar eficiência e impulsionar a descarbonização do segmento e da economia

O alumínio tem ampliado sua presença no setor de transportes e se consolidado como um material estratégico para tornar a mobilidade mais eficiente e sustentável. Presente em diversos modais de transporte como automóveis, ônibus, caminhões, trens, implementos, embarcações e aeronaves, o metal ajuda a reduzir o peso, melhorar o desempenho energético e diminuir emissões de gases do efeito estufa, além de garantir maior segurança para pessoas e componentes críticos.

De acordo com os dados mais recentes da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), o consumo do metal no segmento de transportes apresentou crescimento de 26% no Brasil entre 2021 e 2024, passando de 243 mil toneladas para 306 mil toneladas. Em 2025 (de janeiro a setembro), o segmento consumiu cerca de 225 mil toneladas de alumínio no país, com perspectivas positivas de fechamento para o ano.

O setor de transportes é atualmente o maior consumidor de alumínio no mundo, representando 26% do consumo mundial de alumínio, e o que mais cresce historicamente no consumo do metal, impulsionado pela promoção de políticas de redução de peso, de emissões e de consumo de combustível, da demanda por aumento de eficiência, de segurança, para descarbonização e eletrificação. No Brasil, ocupa a terceira posição entre os segmentos que mais utilizam o material, com destaque para os veículos leves e pesados e implementos rodoviários, evidenciando grandes oportunidade de crescimento e inovações em território nacional.

“A tendência é de expansão do uso de alumínio no segmento de transportes para os próximos anos, impulsionada principalmente pela modernização das frotas e pelo avanço da mobilidade”, afirma Janaina Donas, presidente-executiva da ABAL.

Uma das principais vantagens do alumínio é sua combinação de leveza, força, sustentabilidade e resistência. Por pesar cerca de um terço do aço, o material permite diminuir significativamente a massa estrutural dos veículos e de outro modais, contribuindo para menor consumo de energia, maior transporte de carga e autonomia.

Crescimento de 40% na demanda global de alumínio até 2030

As projeções do International Aluminium Institute (IAI) apontam para um crescimento de 40% na demanda global de alumínio até 2030, e o segmento de transportes, entre outros, pode estar entre os principais beneficiados desta expansão de demanda, impulsionada pelas políticas de descarbonização e a mudança para veículos elétricos mais intensivos em alumínio.

Programa MOVER abre caminho para expansão do alumínio na indústria automotiva brasileira

O Programa MOVER (Mobilidade Verde e Inovação), sucessor do Rota 2030, tem como principal objetivo promover sustentabilidade, inovação tecnológica e eficiência energética no setor automotivo brasileiro, com meta de redução de 50% das emissões de carbono até 2030.

O programa abrange automóveis, caminhões e seus implementos rodoviários, ônibus, chassis com motor, máquinas autopropulsadas e autopeças — exatamente os segmentos onde o alumínio já se destaca como insumo estratégico. Entre as exigências do MOVER está a inclusão de limites mínimos de reciclabilidade na fabricação dos veículos, um requisito que favorece diretamente o alumínio, material 100% reciclável e com uma das maiores taxas de reciclagem no Brasil e do mundo.

Com o programa impulsionando a modernização da cadeia automotiva brasileira, o alumínio emerge como um dos materiais mais alinhados às novas exigências de eficiência e sustentabilidade da indústria de transportes. O metal fabricado no Brasil ganha destaque por emitir menos e é ainda mais reciclado.

Onde está o alumínio nos diferentes meios de transportes

  • Automóveis: utilizado em carrocerias, rodas, blocos de motor, chassis, radiadores e outros componentes. A leveza do material ajuda a reduzir o peso dos veículos, o que contribui para menor demanda de combustível e melhora o desempenho, além de promover maior segurança;
  • Veículos elétricos: de leves a pesados, a eletrificação aumenta a demanda por alumínio, que reduz o peso, melhora a eficiência e a autonomia das baterias, além de dissipar calor, preservando as células, e aumentar a segurança estrutural do veículo, por absorver mais impacto e proteger baterias contra deformações que podem levar a curtos-circuitos
  • Ônibus e caminhões: aplicado em componentes como carrocerias, reboques, rodas e tanques de combustível. Ao tornar os veículos mais leves, permite ampliar a capacidade de carga útil transportada, diminuir custos operacionais e ajudar na preservação das estradas;
  • Trens e metrôs: empregado em estruturas de vagões, portas, janelas e componentes estruturais. O uso do alumínio proporciona mais eficiência energética dos sistemas ferroviários, redução do desgaste dos trilhos e maior resistência às forças aerodinâmicas durante a passagem das locomotivas pelos túneis;
  • Barcos e navios: embarcações fabricadas com alumínio são mais leves que similares em aço e demandam menor potência instalada com motorização, sem prejuízo de performance e velocidade, com maior economia energética na operação. Sua resistência à corrosão em ambientes marítimos contribui para maior durabilidade e melhor desempenho das embarcações;
  • Aviões: presente em estruturas como fuselagens, asas, assentos e até no trem de pouso. A combinação entre leveza e resistência torna o alumínio essencial para aumentar a eficiência operacional dos voos, reduzir o consumo de combustível e garantir segurança e maior autonomia.