Falta de dados estruturados limita ganhos com inteligência artificial no varejo

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Apesar do discurso dominante no mercado, a adoção de inteligência artificial, por si só, não representa uma vantagem competitiva para o varejo. Sem dados confiáveis, organizados e integrados, a tecnologia perde previsibilidade e não consegue gerar valor real para a operação, segundo análise da TEC4U,agência 360 especializada em soluções personalizadas para alavancar negócios no digital com uso de tecnologia, dados, inteligência artificial e marketing.

Nos últimos anos, empresas aceleraram investimentos em IA com a expectativa de automatizar decisões, prever comportamento do consumidor e aumentar conversão. No entanto, na prática, a maioria enfrenta dificuldades básicas, como dados inconsistentes, sistemas que não se conversam e ausência de regras claras de negócio.

“Existe uma ilusão de que a IA resolve problemas estruturais sozinha. Na realidade, ela só funciona quando existe uma base sólida de dados, integração entre sistemas e critérios bem definidos para tomada de decisão”, afirma Rodrigo Soares, CFO da TEC4U.

Segundo o executivo, a previsibilidade da inteligência artificial depende diretamente da qualidade da informação que alimenta os modelos. Dados fragmentados, históricos incompletos ou métricas conflitantes comprometem análises como jornada do cliente, atribuição de vendas, LTV e CAC, tornando os resultados pouco confiáveis para decisões estratégicas.

No varejo, esse cenário se reflete em recomendações imprecisas, automações ineficientes e modelos de previsão que não se sustentam ao longo do tempo. “A IA não cria verdade. Ela apenas aprende padrões a partir dos dados disponíveis. Se a base é falha, a decisão também será”, explica Rodrigo Soares.

Para a TEC4U, o verdadeiro diferencial competitivo está na capacidade das empresas de estruturar dados de forma integrada, conectando áreas como vendas, marketing, estoque, logística e financeiro. A partir dessa base, regras de negócio claras permitem que a inteligência artificial gere insights acionáveis, com impacto direto na operação e nos resultados.

Outro ponto crítico é a governança da informação. Sem definição clara de métricas, responsabilidades e fontes de verdade, a IA tende a amplificar ruídos existentes na operação. “Antes de perguntar o que a inteligência artificial pode fazer, as empresas precisam responder se confiam nos próprios dados”, reforça o CFO.

Na avaliação da TEC4U, a maturidade em dados antecede qualquer ganho real com IA. Organizar, integrar e validar informações não é um projeto paralelo, mas um pré requisito para que a tecnologia deixe de ser promessa e passe a ser ferramenta estratégica no varejo.

“Empresas que entendem isso param de buscar soluções milagrosas e passam a construir vantagem competitiva de forma sustentável, com decisões baseadas em dados confiáveis e inteligência aplicada com critério”, conclui Rodrigo Soares.