A inteligência artificial consolida, em 2026, um novo desenho para o mercado de trabalho brasileiro. Dados do Infojobs, site de empregos mais usado no país, mostram que as vagas para cargos específicos de IA, ou que pedem por atuação com esse conhecimento, se distribuem por dezenas de profissões, evidenciando que a tecnologia deixou de ser restrita a áreas técnicas.
Entre os cargos mais recorrentes associados à inteligência artificial estão funções ligadas à tecnologia e dados, como desenvolvedor, programador, cientista de dados, engenheiro de dados, analista de business intelligence e especialista em IA, que seguem como pilares da transformação digital nas empresas.
Mas, em contraponto, o levantamento revela que a adoção da IA se expandiu para áreas criativas e de comunicação. Profissões como social media, designer gráfico, UX designer, copywriter, editor de vídeos e gestor de tráfego aparecem com frequência crescente entre as vagas que exigem familiaridade com ferramentas baseadas em inteligência artificial.
“A inteligência artificial se tornou uma aliada estratégica para diferentes áreas do negócio. Em 2026, as empresas buscam profissionais capazes de integrar essa ferramenta de tecnologia aos seus processos criativos, comerciais e operacionais do dia a dia”, afirma Hosana Azevedo, Gerente Sênior de RH, grupo detentor do Infojobs.
O impacto da IA também é perceptível nas funções comerciais e de relacionamento com o cliente. Cargos como representante comercial, vendedor interno, promotor de vendas, analista de CRM, operador de atendimento e analista de suporte refletem o uso da tecnologia para personalização, automação e ganho de eficiência.
Na esfera corporativa, áreas como recursos humanos, finanças e administração também passaram a incorporar inteligência artificial de forma mais estruturada. Analistas de RH, analistas contábeis, analistas de processos, gestores financeiros e gestores comerciais estão entre os perfis cada vez mais demandados e com abertura de vagas registradas no Infojobs.
Segundo Hosana, esse movimento confirma uma mudança estrutural no perfil profissional exigido pelas empresas. “A IA se tornou uma competência complementar. Não é mais suficiente dominar apenas a técnica da área de atuação; é preciso entender como a tecnologia pode alavancar suas entregas e apoiar decisões e resultados”, explica.
Relatórios internacionais reforçam essa tendência. O Future of Jobs, do Fórum Econômico Mundial 2025, aponta que a combinação entre habilidades técnicas, analíticas e criativas será cada vez mais valorizada, à medida que a inteligência artificial se integra às rotinas de trabalho.
Já o estudo da consultoria Accenture também indica que organizações que aplicam IA em áreas criativas, comerciais e administrativas alcançaram ganhos expressivos de produtividade, o que impulsiona a busca por profissionais híbridos, com visão de negócio e domínio tecnológico.
O levantamento do Infojobs ainda mapeia o surgimento de novas funções diretamente ligadas à IA, como engenheiro de prompt, analista de automação de processos e analista de inteligência artificial, cargos que se consolidam à medida que a tecnologia das IAs amadurece no ambiente corporativo.
“Essas novas carreiras mostram que a inteligência artificial não elimina profissões, mas redefine funções e cria novas oportunidades para quem está disposto a se adaptar. Esse também é o momento de buscar conhecimento para aliar o que a tecnologia traz, aos seus conhecimentos técnicos, elevando sua própria atuação profissional”, reforça Hosana Azevedo.