SulAmérica Investimentos supera R$ 100 bi sob gestão e administração, impulsionada por crédito privado, infraestrutura e ESG 

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Após crescer três vezes em dez anos, asset consolida atuação no mercado e reforça sua estrutura diante da perspectiva de um novo ciclo de alocações dos investidores

São Paulo, setembro de 2026 — Em um cenário pressionado por juros elevados e maior cautela dos investidores, a SulAmérica Investimentos, uma das maiores assets independentes do Brasil, acaba de alcançar um marco histórico: R$ 100 bilhões de ativos sob gestão e administração. O volume representa um crescimento de três vezes em dez anos. A maior parte do montante está alocada em renda fixa (54%) e crédito privado (36%).

“Historicamente próxima dos investidores institucionais, que tiveram papel importante na construção da trajetória da gestora, a SulAmérica Investimentos ampliou de forma relevante sua presença no varejo pessoa física nos últimos anos, apoiada pela expansão da distribuição em grandes bancos e plataformas de investimentos”, explica Marcelo Mello, CEO da SulAmérica Investimentos.

Atualmente, os investidores institucionais representam cerca de 40% da base de clientes da asset, que tem mais de 60 fundos. Grande parte desse avanço é explicado pelo fortalecimento da equipe ao longo dos últimos anos, com a contratação de executivos de diferentes áreas, além da incorporação da Athena Capital, que passou comandar a estratégia de renda variável desindexada.

“Também investimos na criação de uma área dedicada a soluções de Inteligência Artificial, com cientistas de dados responsáveis por desenvolver ferramentas que otimizam a rotina dos gestores”, conta Mello.

Expertise em crédito privado
Na trajetória da empresa, sua expertise em crédito privado é um dos destaques. A gestora possui um dos fundos mais antigos da categoria, o SulAmérica Excellence Renda Fixa Crédito Privado, lançado em 2001, e mantém posição de destaque no segmento de crédito high grade.

Essa expertise acumulada ao longo de quase três décadas de atuação no mercado brasileiro serviu de base para a incorporação de critérios ESG ao mercado de investimentos. Em 2009, a companhia se tornou signatária dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI) e passou a incorporar critérios ambientais, sociais e de governança à gestão de risco, dando origem, posteriormente, à família Crédito ESG, a maior do mercado de crédito ESG com selo IS (Investimento Sustentável) da ANBIMA.

A experiência em crédito também abriu espaço para a atuação em novas frentes, como o mercado de infraestrutura, que já acumula aproximadamente R$ 5 bilhões do total sob gestão da asset. Em outubro do ano passado, a SulAmérica Investimentos lançou o SulAmérica Infra CDI (SUIN11), seu primeiro fundo listado em Bolsa. O produto foi criado para democratizar o acesso a ativos estruturados em áreas críticas para o desenvolvimento econômico do país, como energia, logística, saneamento e mobilidade urbana.

Como reconhecimento por sua atuação especializada, a SulAmérica Investimentos foi eleita a melhor entre as gestoras especialistas em Renda Fixa e melhor especialista do ano, disciplina e governança do Guia FGV de Fundos de Investimentos 2025. Além disso, por 16 anos consecutivos, é reconhecida com a nota máxima no ranking da S&P Global Ratings, uma das principais agências globais de risco.

De olho na retomada do apetite por risco
Para Mello, atingir o marco de R$ 100 bilhões sob gestão e administração representa um novo patamar na trajetória da companhia no mercado. “Mais do que o volume alcançado, esse resultado reflete a consistência da estratégia que construímos, a confiança de investidores e parceiros e a nossa capacidade de crescer de forma sustentável. É uma conquista que reforça a solidez da gestora e nos deixa ainda mais preparados para os próximos ciclos do mercado”, afirma.

Segundo o executivo, a casa segue reforçando sua estrutura e ampliando equipes em áreas estratégicas de olho em uma possível retomada dos ativos de risco. A expectativa é estar preparada para um aumento gradual da demanda por produtos especialmente de renda variável à medida em que o cenário de juros evolua no país e os investidores voltem a buscar maior diversificação nos portfólios.