Agora é lei: a previdência complementar fechada tem que utilizar linguagem
simples em toda sua Comunicação com participantes dos planos dos fundos de pensão.
De acordo com a Lei No. 15.263, as Entidades Fechadas de Previdência Complementar
(EFPC), que também são conhecidas como fundos de pensão, devem produzir mensagens
claras e precisas em seus contatos com seus participantes, inclusive em documentos oficiais.
“Essa determinação vem ao encontro da estratégia da Associação Brasileira das Entidades de Previdência
Complementar – Abrapp e da Universidade Corporativa da Previdência Complementar (UniAbrapp), de
levar a previdência complementar para um maior número de pessoas”, afirma Jarbas de Biagi, presidente
da UniAbrapp. “A utilização de linguagem simples é um dos pontos principais dessa estratégia e estamos
trabalhando para que ela seja implantada com a necessária agilidade, incluindo a utilização de Inteligência
Artificial.”
Nesse sentido, a UniAbrapp tem realizado treinamentos para os profissionais que trabalham nos fundos
de pensão no sentido de orientá-los a ter uma comunicação mais acessível principalmente com os
participantes dos seus planos, que atualmente formam um contingente superior a 3 milhões de pessoas. Um
exemplo é o treinamento que será realizado pela UniAbrapp de 19 a 24 de agosto, com o tema “O Uso da IA na
Aplicação de Linguagem Simples”.
“O treinamento amplia o uso da linguagem simples com o apoio da inteligência artificial, explorando
automação, padronização e adaptação da comunicação para diferentes canais”, informa Jarbas de
Biagi. “O foco é como utilizar a IA de forma estratégica e responsável para ganhar eficiência,
mantendo clareza, coerência e segurança da informação nos processos de produção textual.”
Atualmente, a Abrapp tem 228 associadas, e 1.131 planos de benefícios previdenciários, com 4.375 empresas
patrocinadoras e instituidores. Já UniAbrapp é o braço de treinamento e inovação da Abrapp, criada em 2014
e que já teve 51 mil participantes em 1,3 mil disciplinas entre os cursos de grade aberta, treinamentos “in company “
e educação a distância (EAD), com avaliação média de 4,7 (de 5,0) dada pelos alunos.