Resiliência de dados no setor de saúde é estratégia essencial para proteger pacientes

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A digitalização da saúde avançou rapidamente nos últimos anos, incorporando prontuários eletrônicos, sistemas integrados, telemedicina, computação em nuvem e aplicações de Inteligência Artificial à rotina de hospitais, clínicas e laboratórios em todo o país.

Esse movimento trouxe ganhos importantes de eficiência, rastreabilidade e qualidade assistencial, mas também ampliou a dependência de dados clínicos como um ativo essencial para o funcionamento das instituições de saúde.

“No setor de saúde, dados não são apenas informação. Eles fazem parte direta do cuidado ao paciente e sustentam decisões médicas em tempo real”, afirma Erik de Lopes Morais, COO da Penso Tecnologia.

Quando essas informações ficam indisponíveis, os impactos vão além da tecnologia. A falta de acesso a históricos médicos, exames, prescrições e evoluções clínicas pode gerar atrasos em diagnósticos, interrupção de tratamentos e aumento do risco de erros evitáveis.

“A indisponibilidade de dados clínicos representa um risco assistencial direto. Em muitos casos, significa decidir com menos informação ou simplesmente não conseguir atender”, destaca Erik.

Diante desse cenário, a resiliência de dados ganhou protagonismo no setor de saúde. O conceito envolve a capacidade de proteger, recuperar e manter disponíveis informações críticas mesmo diante de falhas técnicas, ataques cibernéticos ou eventos inesperados.

“Resiliência de dados não é apenas ter backup. É garantir que sistemas essenciais continuem operando e que informações sensíveis sejam restauradas rapidamente, com segurança e integridade”, explica o executivo.

O setor de saúde está entre os principais alvos de ataques cibernéticos no mundo, especialmente de ransomware. A impossibilidade de paralisação das operações e o alto valor dos dados sensíveis tornam hospitais e clínicas alvos frequentes desse tipo de crime.

“Um ataque pode paralisar prontuários eletrônicos, interromper exames, cirurgias e atendimentos. O impacto é imediato tanto na assistência quanto na gestão financeira e jurídica das instituições”, alerta Erik.

Além do risco à segurança do paciente, a indisponibilidade de sistemas clínicos afeta a reputação das organizações, gera cancelamentos de procedimentos, custos emergenciais elevados e perda de confiança por parte de pacientes e parceiros.

Para reduzir esses riscos, especialistas apontam a necessidade de uma estratégia integrada, que combine tecnologia, processos e pessoas, com foco em backup imutável, recuperação rápida, ambientes redundantes, monitoramento contínuo e planos de contingência bem definidos.

“A resiliência de dados passou a ser uma infraestrutura essencial da saúde digital. Não se trata mais de perguntar se uma instituição precisa de backup, mas se ela está preparada para continuar atendendo após uma falha crítica ou um ataque cibernético”, conclui Erik de Lopes Morais.