Manter um armazém funcionando com máxima eficiência requer cuidado além do empilhamento de mercadorias, precisa assegurar que cada equipamento, de empilhadeira a transportadores automatizados, opere com confiabilidade e segurança. Quando planejada e executada corretamente, a manutenção preventiva pode se tornar a alavanca que transforma a rotina das operações, reduzindo falhas inesperadas e gerando impacto direto nos resultados das operações logísticas.
Instalações que adotam uma abordagem proativa de manutenção podem experimentar significativamente menos tempo de inatividade não planejado e defeitos operacionais. De acordo com um relatório publicado pela Honeywell em 2025, operações reativas podem sofrer até 3,3 vezes mais paradas e 16 vezes mais defeitos do que aquelas com manutenção preventiva estruturada, com prejuízo direto nas entregas e na satisfação do cliente, enquanto um programa preventivo pode cortar o tempo de inatividade entre 30% e 50% e prolongar a vida útil dos ativos entre 20% e 40%.
“É muito importante entender que a manutenção preventiva não é um gasto, é um investimento em confiabilidade e continuidade. Quando uma empilhadeira ou uma esteira falha de forma inesperada, os efeitos reverberam por toda a cadeia de separação e expedição. Com um programa robusto, é possível planejar paradas, evitar custos emergenciais e proteger os prazos de entrega”, ressalta Humberto Mello, diretor da Tria Empilhadeiras, marca de equipamentos para manuseio e transporte de cargas e baterias de lítio.
Segundo o diretor, equipamentos mal mantidos são um risco claro para operadores e demais colaboradores, além de poderem desrespeitar normas regulatórias de segurança. Nesse caso, para estruturar um plano de manutenção preventiva, Humberto diz que o primeiro passo é mapear todos os ativos do armazém, definir criticidade de cada equipamento para a operação, estabelecer rotinas periódicas de inspeção e registrar histórico de falhas e intervenções, criando indicadores que permitam monitorar desempenho e planejar paradas de forma estratégica.
“Também é importante pontuar que, além disso, a manutenção preventiva impacta diretamente a gestão de custos. Alternativas reativas, muitas vezes exigindo reparos urgentes, peças sobressalentes em regime de urgência ou mesmo substituições completas, podem custar até 2 a 5 vezes mais do que um programa de manutenção planejado”, complementa o especialista.
A digitalização e as novas tecnologias, como monitoramento por sensores e manutenção preditiva assistida por IA, prometem agregar ainda mais valor ao preventivo de manutenção tradicional, ao antecipar falhas com base em dados e reduzir interrupções de forma ainda mais precisa.
Para Humberto, a rapidez e a confiabilidade são diferenciais competitivos, e a manutenção preventiva já é uma consolidação de um dos pilares mais estratégicos para operações logísticas que buscam crescer de forma resiliente e eficiente.