Volume em ofertas no mercado de capitais bate recorde

Mercado de Capitais

Volume em ofertas no mercado de capitais bate recorde no 1º trimestre de 2026, conforme dados do boletim de mercado de capitais divulgado hoje (23/04) pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Os dados mostram um mercado de capitais diversificado e com capacidade de acomodar diferentes demandas de captação. Isso é um sinal de profundidade e de amadurecimento, especialmente em um ambiente com taxa de juros em um patamar alto por tanto tempo e incertezas no cenário internacional”, afirmou Cesar Mindof, diretor da Anbima.

Volume em ofertas no Mercado de Capitais

O mercado de capitais brasileiro manteve trajetória de crescimento em março de 2026, encerrando o primeiro trimestre do ano com um volume recorde de R$ 180,1 bilhões em ofertas, o maior já observado para o período na série histórica iniciada em 2012.

Somente em março, o volume totalizou R$ 73,4 bilhões, superior ao registrado nos dois primeiros meses de 2026 e aos R$ 63,5 bilhões observados em março de 2025.

A despeito de um cenário geopolítico e macroeconômico mais desafiador, o mercado de capitais por meio das ofertas públicas segue desempenhando papel relevante como fonte de financiamento da economia.

No segmento de renda fixa, que continua liderando o desempenho do mercado, as debêntures permaneceram como o principal instrumento, somando R$ 45,4 bilhões em emissões em março e respondendo por 61,8% do volume total colocado no mês, com ampliação da participação relativa ao longo do trimestre.

Observou-se volumes semelhantes entre debêntures corporativas e de infraestrutura, que alcançaram R$ 23,9 bilhões e R$ 21,4 bilhões, respectivamente.

Enquanto as debêntures corporativas tiveram como principais destinações a gestão ordinária, pagamento de dívidas e aquisição de créditos, as de infraestrutura mantiveram foco em projetos de longo prazo, refletido em seu prazo médio mais elevado (10,35 anos, ante 5,65 anos das corporativas).

Em termos de subscrição, tanto nas debêntures corporativas quanto nas incentivadas, prevaleceu a participação de intermediários e demais participantes ligados à oferta (60,3% e 62,4%, respectivamente), seguidos pelos fundos de investimento (25,1% e 25,8%, respectivamente).

Esse desempenho indica um perfil ainda concentrado de alocação e maior encarteiramento dos títulos quando comparado ao mesmo período de 2025, no qual as participações relativas de fundos e intermediários eram mais próximas, sobretudo no caso das debêntures corporativas.

Nos títulos híbridos destaca-se uma expansão em março, impulsionada pelos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), que atingiram R$ 11,1 bilhões em emissões, volume significativamente superior ao observado em fevereiro (R$ 4,1 bilhões) e em março de 2025 (R$ 3,1 bilhões).

Com esse desempenho, os FIIs ampliaram sua participação no mercado, passando de 8,0% para 15,1% do volume total encerrado na comparação mês a mês (janeiro e fevereiro de 2026). A base de investidores seguiu majoritariamente composta por pessoas físicas, responsáveis por 60,4% das subscrições.

No mercado de securitização, os FIDCs se destacaram ao totalizar R$ 8,1 bilhões em março, com forte concentração de subscrição por fundos de investimento (67%).

“O mercado ganhou tração em frentes diferentes, com os híbridos tendo um papel central no resultado, a renda variável voltando a aparecer com mais relevância, as notas comerciais em alta e o desempenho dos FIDCs refletindo a capacidade desse instrumento de se moldar às necessidades de diferentes setores da economia”, destaca Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima.

Os CRIs registraram R$ 2,7 bilhões, mantendo perfil de alocação predominantemente por fundos (56,5%), seguidos por pessoas físicas (29%) e intermediários (12,5%).

Já os CRAs alcançaram R$ 1,9 bilhão, com participação relevante de pessoas físicas (35,3%), além de fundos (12,2%) e intermediários (50,2%). 

A renda variável apresentou volume de R$ 246 milhões, com concentração em uma operação. O mercado de IPOs permaneceu sem captação, ainda que em um ambiente de maior expectativa para esse segmento em 2026, em comparação aos anos anteriores.

Por fim, no mercado externo, as emissões de bonds totalizaram R$ 5,9 bilhões em março, sinalizando retomada gradual da captação internacional.

O mês também contou com R$ 1,35 bilhão em emissões externas de securitization, volume que não era observado desde março de 2022. 

Esse movimento reforça a diversificação das estratégias de financiamento ao longo do trimestre, em um contexto ainda condicionado por condições financeiras globais adversas, que têm impulsionado maior diversificação de riscos e redirecionamento de investimentos para economias emergentes.

Conteúdo: Boletim de Mercado de Capitais da Anbima

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