Operação de R$ 30 milhões será distribuída com exclusividade na plataforma da GCB
A GCB estruturou uma operação de crédito de R$ 30 milhões para a vendedora de eletroeletrônicos Easytech, em uma transação que mostra como estruturas alternativas de financiamento vêm ganhando espaço entre empresas em crescimento no Brasil.
A operação foi desenhada para financiar capital de giro, com foco na aquisição de estoque, um dos principais fatores para sustentar o ritmo de expansão da companhia no e-commerce, e será distribuída com exclusividade na plataforma da GCB, conectando diretamente investidores à empresa.
Com prazo de 48 meses e remuneração de CDI + 5,0% ao ano, a operação segue o modelo de crédito estruturado fora dos canais bancários tradicionais.
“Negócios com alto giro, como o varejo digital, exigem estruturas de crédito que acompanhem a dinâmica das vendas. Alinhamos os desembolsos da operação com a necessidade de caixa da empresa e, assim conseguimos dar mais previsibilidade e eficiência ao capital”, afirma Victor Moura, diretor de DCM da GCB.
O crédito é lastreado no fluxo de vendas da Easytech em marketplaces, com direcionamento dos recebíveis para uma conta escrow, o que traz mais segurança ao fluxo de pagamentos ao longo da operação.
A empresa está entre os cinco maiores vendedores de eletroeletrônicos do Mercado Livre no Brasil e mais de 70% da receita é oriunda de vendas online.
O crescimento da companhia nos últimos anos exige acesso contínuo a capital de giro, especialmente para financiamento de estoque, necessidade que nem sempre encontra espaço nas linhas tradicionais de crédito.
A estrutura da operação foi desenhada para acompanhar esse ritmo, com uma arquitetura de garantias baseada no controle do fluxo financeiro da companhia. Os recebíveis das vendas são direcionados a uma conta vinculada com fluxo mínimo mensal de R$ 30 milhões, que funciona como principal fonte de pagamento da transação.
Além disso, há um cash collateral equivalente a 20% do volume total, que atua como reserva adicional de liquidez, além de aval dos sócios e holdings do grupo.
“Buscamos estruturar operações em que o risco esteja diretamente ligado à performance da empresa, com mecanismos que aprimorem a visibilidade sobre o fluxo, garantias líquidas e disciplina no monitoramento ao longo do tempo”, afirma Moura.
A transação reforça o avanço de estruturas de crédito baseadas em fluxo e distribuídas diretamente a investidores, em um espaço que vem ganhando relevância fora do sistema bancário tradicional.