Confraria reúne lideranças do mercado de FIDCs para ampliar negócios

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Em um mercado em que o acesso a capital e a confiança entre parceiros são decisivos, clubes de negócios especializados começam a ganhar espaço como alternativa aos encontros corporativos tradicionais. Em São Paulo, a Confraria Nacional do Mercado Financeiro FIDCs reúne investidores, gestores, estruturadores de crédito e empresários em torno de um interesse comum: ampliar conexões comerciais em um setor que depende da aproximação entre quem dispõe de recursos e quem estrutura ou demanda financiamento. Na quinta-feira (22), o grupo realizou mais um encontro na Reserva Rooftop Perdizes, reunindo profissionais do ecossistema financeiro.

Criada pelo empresário Jamir Crevelaro, fundador do FIDC LinkBank, a Confraria surgiu de reuniões informais entre profissionais do setor e passou a organizar encontros com centenas de participantes. A iniciativa parte de uma característica do mercado de crédito estruturado: uma operação frequentemente envolve diferentes agentes, desde empresas que precisam de financiamento até gestores, investidores, originadores e prestadores de serviços especializados. “O mercado financeiro tem capital, empresas buscando crédito e profissionais capazes de estruturar operações. O desafio é fazer com que esses agentes se encontrem e construam relações de confiança. A ideia da Confraria é aproximar essas pontas e criar um ambiente em que uma conversa possa evoluir para uma parceria comercial”, afirma Jamir.

A expansão da comunidade, que já ultrapassou 30 edições, também chama atenção para o papel das redes de relacionamento na originação de negócios. Diferentemente de eventos voltados apenas à apresentação de produtos financeiros, encontros especializados permitem que empresários e investidores conheçam potenciais parceiros, discutam modelos de operação e avaliem interesses em comum antes de iniciar negociações formais. No caso dos FIDCs, essa proximidade é particularmente relevante porque as estruturas de crédito exigem análise de risco, conhecimento dos ativos e alinhamento entre diferentes participantes.

Para Jamir, o potencial econômico desses encontros está menos no número de participantes e mais na qualidade das relações construídas. “Um investidor não procura apenas uma oportunidade de aplicação. Ele precisa conhecer quem está por trás da operação, entender o negócio e avaliar a capacidade de execução dos envolvidos. Da mesma forma, uma empresa que busca crédito precisa encontrar parceiros que compreendam sua realidade. Quando essas conexões acontecem de maneira recorrente, o relacionamento deixa de ser apenas institucional e passa a ter valor estratégico”, afirma.