Como evitar golpes na Declaração do Imposto de Renda

Imposto de Renda

Como evitar golpes na declaração do Imposto de Renda

ABBC alerta população contra golpes financeiros na Declaração do Imposto de Renda

Campanha “Tem Cara de Golpe”, da ABBC, oferece orientações em um dos períodos de maior vulnerabilidade do ano

São Paulo, abril de 2026 – Milhões de brasileiros se organizam para o período de elaboração da Declaração de Imposto de Renda, com prazo que se iniciou em março e se estende até 29 de maio.

Além de ficarem atentos à data de entrega e às regras para não cair na chamada “malha fina”, os declarantes devem redobrar o cuidado com as tentativas de golpes financeiros que se intensificam neste período.

Por meio da campanha nacional Tem Cara de Golpe, a ABBC – Associação Brasileira de Bancos alerta a população sobre os principais tipos de fraudes e orienta como se proteger.  

Embora seja difícil mensurar com precisão a quantidade de golpes concentrados nessa época, o crescimento das tentativas de fraude é evidente, afirma o CEO da ABBC, Leandro Vilain.

“A cada ano, esses golpistas inovam e aproveitam as datas e obrigações mais sensíveis para abordar a população. Com o Imposto de Renda não é diferente: o receio de cair na malha fina ou de errar na declaração aumenta a ansiedade e abre espaço para diferentes abordagens de criminosos. Recomendamos atenção redobrada a qualquer tipo de contato fora do padrão dos anos anteriores”, alerta. 

Como evitar golpes na declaração do Imposto de Renda

1. Desconfie de comunicações “urgentes” 

A Receita Federal não entra em contato por SMS, e-mail, WhatsApp ou outras redes sociais para informar irregularidades, bloquear CPF ou solicitar dados pessoais.  

Golpistas costumam criar um senso de urgência com prazos curtíssimos para forçar decisões impulsivas.

É comum o uso de e-mails ou mensagens de “regularização”, alegando que o CPF está com “pendências”, “irregularidades” ou “bloqueado”, e pedindo que a pessoa clique em links para resolver o problema. Trata-se de golpe.

Esses links muitas vezes levam ao download de programas adulterados ou contêm malwares, capazes de capturar senhas e informações pessoais e financeiras.

Os golpistas usam, por exemplo, links falsos para download do programa do Imposto de Renda, enviados por e-mail ou veiculados em anúncios patrocinados, ou até criam sites fraudulentos que são muito semelhantes ao da Receita Federal. 

Como se proteger: sempre acesse o programa e o ambiente do IRPF diretamente pelos canais oficiais da Receita Federal (site ou app), digitando o endereço no navegador, e não por links recebidos. 

2. Acesso seguro aos canais oficiais

O programa do Imposto de Renda deve ser baixado exclusivamente pelos canais oficiais da Receita Federal ou pelas lojas oficiais de aplicativos, como App Store e Google Play.

Qualquer pendência, erro na declaração ou consulta à restituição deve ser feita exclusivamente no e-CAC (Centro Virtual de Atendimento), ambiente oficial da Receita Federal.  

3. Golpe da restituição “antecipada” ou “liberada” 

A pressa para receber a restituição pode tornar o contribuinte mais suscetível a abordagens criminosas. Nesse tipo de golpe, o fraudador informa que a sua restituição foi “liberada” ou pode ser “antecipada”, e pede dados pessoais, bancários ou o pagamento de uma taxa para acelerar o depósito.

A Receita Federal nunca cobra taxa para liberar restituição e não realiza cobranças via Pix ou boleto enviadas por e-mail ou aplicativo de mensagem. Também não há cobrança para ‘regularizar CPF’ dessa forma.

Se houver imposto a pagar, o documento correto é o DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), que deve ser emitido pelos canais oficiais. É fundamental, conferir se o beneficiário é a Receita Federal do Brasil antes de realizar qualquer pagamento.  

4. Falso contador ou “assessoria” online

Muitos contribuintes, especialmente os que deixam a declaração para a última hora, podem ser atraídos por falsos contadores ou “assessorias” sem qualquer registro profissional.

Perfis em redes sociais ou números de WhatsApp oferecem fazer a declaração por um valor bastante baixo ou com promessas de restituição muito maior.

Em diversos casos, os golpistas podem usar os dados coletados para outras fraudes, ou simplesmente desaparecer após o pagamento.

Como se proteger: desconfie de preços muito abaixo do praticado no mercado e de abordagens insistentes; verifique se o profissional é de fato contador, consultando o registro no Conselho Regional de Contabilidade (CRC); pesquise a reputação da empresa em canais digitais, como sites de reclamação e avaliações de clientes. 

5. Proteção da conta Gov.br e da declaração pré-preenchida

A declaração pré-preenchida é segura, mas deve ser acessada apenas com a conta Gov.br do próprio contribuinte, com nível de segurança Prata ou Ouro.

Criminosos podem tentar obter acesso a essa conta para capturar dados sensíveis.

Nunca compartilhe sua senha com terceiros, inclusive supostos prestadores de serviço desconhecidos.  

6. Ative a verificação em duas etapas  

Para reforçar a segurança da conta Gov.br, é essencial ativar a verificação em duas etapas (duplo fator de autenticação), reduzindo o risco de acessos indevidos.  

7. Cuidado com o “falso cashback” e ofertas de dinheiro rápido 

Promessas de dinheiro fácil também têm sido usadas como isca. Golpistas oferecem “cashback” ou restituição imediata via Pix, normalmente condicionando o benefício ao pagamento prévio de supostas taxas ou serviços.

Nenhum benefício oficial do Imposto de Renda funciona com exigência de pagamento antecipado para liberar valores.

Se receber qualquer mensagem sobre IRPF, cashback ou restituição por canais não-oficiais, não clique, não pague e não responda. A orientação é sempre acessar o e-CAC, pelo site oficial da Receita Federal, e verificar a situação da declaração diretamente no sistema.  

8. Golpe via WhatsApp com falsa central de atendimento

Criminosos também se passam por “suporte da Receita Federal” ou “central de atendimento do Imposto de Renda” por WhatsApp, ligam ou enviam mensagens pedindo confirmação de dados, envio de documentos ou fotos das vítimas.

A Receita Federal não faz atendimento ativo por WhatsApp e não solicita envio de selfies com documentos por aplicativos de mensagem.

Em caso de dúvida, o contribuinte deve buscar os canais oficiais da Receita Federal ou de sua instituição financeira, nunca retornando contatos por números desconhecidos ou links recebidos.  

Sobre a ABBC

A ABBC – Associação Brasileira de Bancos é uma entidade sem fins lucrativos, instituída em 1983, com o objetivo de colaborar com o aperfeiçoamento do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil. Atualmente, a entidade reúne mais de 100 instituições associadas — entre bancos, cooperativas de crédito, instituições de pagamento e financeiras — e está entre as principais organizações representativas do sistema financeiro. Entre seus eixos estratégicos estão representatividade institucional, prevenção a fraudes e cibersegurança e o estímulo à competitividade no mercado financeiro.

Conteúdo: ABBC

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