Dívida bruta do governo aumenta para 79,2% do PIB

Contas públicas

Dívida bruta do governo aumenta para 79,2% do PIB  

Setor Público Consolidado registrou déficit de R$ 16,4 bilhões em fevereiro, enquanto a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) encerrou o período em 79,2% do PIB, com alta de 0,5 p.p. no mês.

O Setor Público Consolidado apresentou saldo primário deficitário de R$ 16,4 bilhões em fevereiro de 2026. O resultado foi composto por déficit do Governo Central e das empresas estatais de R$ 29,5 bilhões e R$ 568 milhões, respectivamente, e pelo superávit de R$ 13,7 bilhões dos governos regionais.

Em comparação com o déficit divulgado para o mesmo período de 2025 (R$ 19 bilhões), observou-se uma melhora de R$ 2,6 bilhões no desempenho primário, refletindo a expansão de R$ 4,5 bilhões do superávit primário dos governos regionais, em oposição ao crescimento dos déficits do Governo Central (R$ 1 bilhão) e das empresas estatais (0,9 bilhão).

Com o montante, o Setor Público Consolidado acumula déficit de R$ 52,8 bilhões nos últimos doze meses, equivalente a 0,41% do PIB, saldo 0,02 p.p. melhor que o verificado até janeiro. O desempenho reproduz o déficit acumulado de R$ 55,6 bilhões do Governo Central e de R$ 10,6 bilhões das empresas estatais, parcialmente compensados pelo superávit de R$ 13,3 bilhões dos Governos Regionais.

No tocante aos juros nominais do setor público consolidado apropriados por competência, houve alta de 7,5% na comparação interanual, de R$ 78,3 bilhões para R$ 84,2 bilhões. O acréscimo advém da expansão do endividamento líquido, do patamar elevado da Selic e da evolução do IPCA, que compensaram o valor favorável das operações de swap cambial (+ R$ 8,1 bilhões / 15,7%).

Dessa forma, no acumulado em doze meses, as despesas financeiras avançaram para R$ 1.036,8 bilhões (8,1% do PIB), frente aos R$ 924 bilhões (7,7% do PIB) verificados em fevereiro de 2025.

O déficit nominal (composto pelos juros e pelo resultado primário) foi de R$ 100,6 bilhões em fevereiro, modesta piora em relação aos R$ 97,2 bilhões do mesmo mês do ano passado. No acumulado em 12 meses, esse déficit se manteve em 8,48% do PIB, mesmo valor de janeiro. 

O déficit nominal contribuiu para a elevação da Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que cresceu 0,6 p.p. do PIB, encerrando o mês em 65,5% do PIB (R$ 8,4 trilhões). A alta decompõe-se nos seguintes efeitos: + 0,7 p.p. dos juros nominais apropriados, +0,2 p.p. da valorização cambial e +0,1 p.p. do déficit primário, que compensaram os ajustes da dívida externa líquida (-0,2 p.p.) e da variação nominal do PIB (-0,2 p.p.).

Quanto à Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), houve expansão de 0,5 p.p. do PIB em relação ao mês anterior, levando o indicador a atingir 79,2% do PIB (R$ 10,2 trilhões). O desempenho explica-se pelas repercussões dos juros nominais apropriados (+ 0,7 p.p.), pela emissão líquida da dívida (+ 0,1 p.p.) e da variação no PIB nominal (-0,3 p.p.).

Conteúdo: Política Fiscal – Warren Investimentos

Leia mais:

Swing Trade: Como declarar no Imposto de Renda?

Como declarar aluguel de ações no Imposto de Renda – Veja passo a passo

Como declarar mercado futuro no Imposto de Renda – Guia completo

Como declarar ações no Imposto de Renda

É possível compensar perdas com ações negociadas na bolsa de valores

Como declarar criptomoedas e ETFs de criptos no Imposto de Renda

Aplicativo Grana Capital: a solução para o Imposto de Renda de investimentos na bolsa de valores – Use o cupom 0349825 e ganhe R$ 90 de desconto no Plano Mais Grana Anual.