Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimar que entre 2% e 5% da população apresente altas habilidades ou superdotação, o Brasil identifica oficialmente menos de 0,5% dos alunos com esse perfil. O dado evidencia um cenário de subdiagnóstico que compromete o desenvolvimento educacional e socioemocional de milhares de crianças em todo o país.
Especialistas apontam que o baixo índice de identificação é resultado de uma combinação de fatores, como a falta de formação específica dos professores, o desconhecimento sobre o tema e a ausência de políticas públicas estruturadas voltadas ao atendimento desses estudantes. Na prática, isso significa que muitas crianças permanecem invisíveis dentro do ensino regular, sem que suas necessidades pedagógicas sejam reconhecidas ou atendidas.
Crianças com altas habilidades ou superdotação costumam apresentar características como aprendizagem acelerada, pensamento crítico avançado, elevada curiosidade intelectual e interesse intenso por temas específicos. De acordo com diretrizes do Ministério da Educação e estudos amplamente utilizados na área, esses potenciais podem se manifestar de diferentes formas, incluindo talentos acadêmicos, científicos, artísticos ou de liderança.
Quando não identificadas e estimuladas adequadamente, essas crianças podem desenvolver desmotivação escolar, queda no desempenho acadêmico, dificuldades de socialização e quadros de ansiedade, o que reforça a importância de ambientes educacionais que reconheçam e desenvolvam suas necessidades cognitivas e socioemocionais.
“Muitas crianças rotuladas como desinteressadas estão, na verdade, reagindo à falta de um ambiente que respeite sua curiosidade e sua intensidade. Quando encontram um espaço seguro e desafiador, elas voltam a se engajar, a perguntar e a aprender com prazer”, afirma Clarissa Vergara, educadora e fundadora do Clube Amplexo Educação.
Diante das lacunas existentes no sistema educacional tradicional, iniciativas da sociedade civil têm buscado oferecer alternativas voltadas ao enriquecimento curricular e ao desenvolvimento do potencial acadêmico. O Clube Amplexo Educação atua com foco no estímulo à autonomia intelectual, ao pensamento crítico e à ampliação do repertório de aprendizagem, por meio de aulas diversificadas, encontros temáticos e preparação para olimpíadas do conhecimento nacionais e internacionais.
Nesse mesmo contexto, o clube desenvolve projetos educacionais alinhados à valorização das singularidades de cada estudante, contribuindo para a construção de um ecossistema educacional mais atento às diferentes formas de aprendizagem e ao desenvolvimento integral das crianças.
Idealizado como um espaço de aprendizagem acolhedor, o Clube Amplexo tem registrado resultados consistentes, com alunos se destacando em olimpíadas científicas e competições acadêmicas de alto nível, no Brasil e no exterior. A proposta é atender crianças que buscam fortalecer sua aprendizagem e expandir seus horizonte.
À frente do Amplexo Educação está Clarissa Vergara, professora com mais de 14 anos de experiência na área educacional. Formada em Matemática, possui pós-graduação em Neuropsicologia e formação complementar em Neuropedagogia, Altas Habilidades e Superdotação e Gestão Escolar. Também é membra da Intertel e da Mensa, sociedades internacionais que reúnem pessoas com alto quociente intelectual, e atua há anos na preparação de estudantes para olimpíadas do conhecimento.