Comprar ou assinar tecnologia? Especialista explica o que vale mais a pena

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Com a rápida evolução da tecnologia e o aumento dos custos de aquisição de equipamentos. As empresas de diferentes portes têm repensado a forma como investem em infraestrutura tecnológica. Em vez da compra tradicional, cresce a adesão a modelos baseados em assinatura, conhecidos como As a Service (AaS), que permitem o uso de equipamentos mediante pagamento mensal.

De acordo com estudos da Gartner, modelos baseados em serviços tendem a reduzir custos operacionais ao longo do tempo, além de melhorar a previsibilidade financeira das empresas, especialmente em cenários de alta volatilidade econômica. Já a IDC, empresa líder em inteligência de mercado, aponta que a obsolescência de dispositivos ocorre, em média, entre 36 e 48 meses, o que torna a compra um investimento cada vez menos eficiente.

Segundo Sheila Cohen, CEO da Ettera, as principais vantagens da assinatura são evitar altos custos de aquisição e não precisar se preocupar com a manutenção dos equipamentos. “Na compra, a empresa faz um investimento elevado logo no início. Na assinatura, os custos são diluídos mensalmente, o que facilita o controle financeiro e libera capital para outras áreas estratégicas”, explica.

O modelo As a Service oferecido pela Ettera traz mais praticidade para o dia a dia. Com a assinatura mensal, o cliente tem acesso a equipamentos modernos, conectividade,plataformas para gestão de ativos e suporte integrados. “Não se trata apenas de usar um equipamento, mas de ter acesso a um ecossistema tecnológico completo, sem burocracia ou surpresas no orçamento”, destaca Sheila.

Outro ponto importante é a rápida defasagem tecnológica. Mesmo em bom estado, muitos equipamentos podem deixar de atender às necessidades do negócio. “Com a assinatura, o cliente pode atualizar ou substituir os equipamentos conforme mais rapidamente, sem precisar realizar uma nova compra”, afirma Sheila.

O modelo também inclui manutenção e suporte, reduzindo custos inesperados e problemas técnicos. “Nosso objetivo é simplificar a gestão da tecnologia para que as empresas possam focar no que realmente importa”, destaca a executiva.

Para Sheila Cohen, o acesso à tecnologia precisa ser simples e estratégico. “Hoje, usar tecnologia não é só ter um equipamento, mas contar com um serviço que ajude o negócio a seguir em frente”, conclui.