Tendências de autocuidado ganham força e reforçam hábitos essenciais para a saúde

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O autocuidado deixou de ser apenas um conceito ligado ao bem-estar emocional e passou a ocupar um espaço central nas decisões diárias relacionadas à saúde. Nos últimos anos, hábitos como a prática regular de atividade física, a atenção à ingestão adequada de nutrientes e o consumo correto de água se consolidaram como tendências entre pessoas que buscam mais qualidade de vida e prevenção de doenças.

Segundo o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, esse movimento reflete uma mudança de comportamento impulsionada por maior acesso à informação e pela preocupação com a saúde a longo prazo. “Hoje, as pessoas entendem que autocuidado não é algo pontual, mas um conjunto de práticas contínuas que impactam diretamente o funcionamento do organismo”, explica.

A atividade física regular segue como um dos pilares desse cenário. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que a prática de exercícios reduz o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, depressão e ansiedade. “Movimentar o corpo melhora a circulação, fortalece o sistema imunológico e contribui para o equilíbrio hormonal, além de favorecer a saúde mental”, destaca o especialista.

Outro ponto que vem ganhando atenção é o cuidado com possíveis deficiências nutricionais, especialmente a de ferro, mineral essencial para o transporte de oxigênio no sangue. A deficiência de ferro ainda é uma das carências nutricionais mais comuns no mundo, afetando principalmente mulheres, crianças e idosos. “Cansaço excessivo, falta de concentração e queda de rendimento físico podem estar relacionados a baixos níveis de ferro, o que reforça a importância do acompanhamento médico e nutricional”, afirma o Dr. Carlos.

A hidratação adequada completa o tripé do autocuidado. Com o aumento das temperaturas e da prática de atividades físicas, o consumo insuficiente de água pode levar à desidratação, impactando funções como digestão, circulação e regulação da temperatura corporal. “Mesmo quadros leves de desidratação já são capazes de causar fadiga, dor de cabeça e queda de desempenho físico e cognitivo”, alerta.

Para o especialista, a principal tendência é a integração desses hábitos no dia a dia de forma consciente e personalizada. “Autocuidado não é seguir modismos, mas entender as necessidades do próprio corpo. Exercício físico, alimentação equilibrada, ingestão adequada de água e atenção aos níveis de nutrientes formam a base de uma vida mais saudável”, conclui o Dr. Carlos.