O diploma universitário deixou de ser a garantia automática de relevância profissional que foi durante décadas. Esse sinal mudou ainda mais com a aceleração da transformação digital, globalização das equipes e híbridos de trabalho, que colocam desafios novos para líderes no Brasil e no mundo.
Para Luísa Vilela, CEO e co-founder da Laiob, o fenômeno não é uma moda passageira, mas uma mudança estrutural. “O mercado não busca mais ‘papel’ — ele busca capacidade de resolver problemas complexos em contextos reais. É aí que programas executivos internacionais se destacam”, afirma.
A Laiob – Global Executive Education, que realiza programas executivos em instituições como Ohio University (EUA), The University of Akron (EUA) e ISCTE Executive Education (Portugal), tem registrado uma demanda crescente por experiências que cruzam fronteiras. 
Dados da Ohio University mostram que mais de 3.000 executivos já passaram por programas que combinam teoria e prática, com imersões presenciais, estudos de caso e vivências no campus — métodos que ampliam repertório intercultural. 
Essa valorização de experiências e de aprendizagem contínua reflete tendências globais: líderes precisam de atualizações frequentes para lidar com cenários em transformação, setores que se cruzam e ambientes corporativos desafiadores.
Luísa sinaliza que essa mudança de paradigma é real: “Não estamos falando de substituir diplomas tradicionais, mas de complementar o repertório e dar poder de ação ao profissional.”
No currículo de programas como o de Gestão Estratégica de Negócios em Lisboa, parceria com o ISCTE Executive Education, a aquisição de repertório não se limita ao conteúdo da sala de aula: há debate sobre psicologia organizacional, negociação, comunicação intercultural e liderança em ambientes multiculturais. 
O mesmo acontece em cursos realizados em Milão, em parceria com a SDA Bocconi School of Management, onde temas como sustentabilidade, inovação e liderança estratégica ganham foco aplicado, conectando teoria e prática em níveis de alta complexidade. 
Instituições acadêmicas que oferecem educação executiva têm buscado diferenciais como networking global, projetos aplicados e integração com líderes de diferentes mercados, elementos que líderes atuais consideram essenciais na tomada de decisão.
“Um executivo com repertório global é capaz de pensar mais rápido, conectar tendências diversas e tomar decisões mais assertivas em ambientes complexos”, diz Luísa, reforçando que essa não é uma opinião isolada: é uma realidade expressa por empregadores em diferentes setores.