O que acompanhar em 2026 no ano da transição tributária?

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O ano de 2026 será um dos mais importantes da história recente da contabilidade brasileira. É quando começa, na prática, a transição da Reforma Tributária, entram em vigor mudanças relevantes no Imposto de Renda e se consolida a padronização digital das obrigações fiscais. Mesmo sem aumento imediato de impostos, será um período que exige organização constante, atenção técnica e revisão de processos ao longo de todo o ano.

A NTW Contabilidade destaca que o primeiro item do checklist das empresas é a adaptação ao novo IVA, formado pelo IBS e pela CBS. A partir de janeiro, todas as empresas precisam destacar esses tributos nas notas fiscais, mesmo com alíquotas simbólicas e sem recolhimento. Isso exige que os sistemas de faturamento, ERP e emissão de documentos estejam atualizados e funcionando dentro dos novos leiautes exigidos pelo Fisco. Qualquer falha nessa etapa pode comprometer dados que serão usados na transição dos próximos anos.

Outro ponto que não pode ser ignorado é o controle da cadeia de fornecedores, especialmente por causa do teste do modelo de split payment. Nesse sistema, se um fornecedor não cumprir suas obrigações, o comprador pode ter problemas para utilizar créditos tributários. Em 2026, a contabilidade precisará acompanhar de perto quem a empresa contrata, como os impostos estão sendo destacados e se os documentos estão corretos, cenário que exige monitoramento constante das operações.

O regime tributário também entra no radar. Empresas do Simples Nacional seguem sem mudanças em 2026, mas precisam emitir notas já dentro do novo padrão. Já quem está no Lucro Presumido deve redobrar a atenção, já que o regime se tornou menos vantajoso para receitas acima de R$ 5 milhões por ano. Avaliar se o enquadramento ainda é adequado passa a ser parte obrigatória do planejamento contábil, segundo análises acompanhadas pela NTW Contabilidade em empresas de diferentes portes.

No campo do Imposto de Renda, 2026 também traz novidades. Pessoas físicas passam a ter isenção até R$ 5 mil mensais, o que altera o cálculo da folha de pagamento, dos pró-labores e dos rendimentos. Para as empresas, mesmo que os efeitos apareçam apenas nas declarações de 2027, os registros ao longo de 2026 precisam seguir as novas regras para evitar inconsistências futuras.

A padronização das notas de serviços é outro ponto-chave do ano. Todos os municípios passam a usar o sistema nacional de NFS-e, o que facilita a emissão, mas também amplia o cruzamento de dados. Informações incorretas ou incompletas ficam mais visíveis, exigindo mais rigor na escrituração e na conferência das notas.

A automação e o uso de tecnologia deixam de ser opcionais. Com mais dados circulando em tempo real e o novo modelo tributário em fase de teste, empresas e escritórios precisam contar com sistemas capazes de simular cenários, validar informações e garantir o compliance fiscal. A NTW Contabilidade observa que quem mantém processos manuais tende a enfrentar mais riscos e retrabalho.

Por fim, 2026 também é um ano de preparação contábil estratégica. A nova norma internacional IFRS 18 entra em vigor em 2027, mas já exige análises e ajustes nas demonstrações financeiras ao longo deste ano, tornando o acompanhamento técnico ainda mais relevante.

Em resumo, o checklist contábil de 2026 vai muito além de cumprir prazos. É o momento de alinhar tecnologia, processos e estratégia para atravessar a maior mudança tributária do país. Tratar 2026 apenas como um ano de transição pode custar caro quando o novo sistema começar a valer de verdade.