O novo ciclo da educação financeira e previdenciária

Previdência

O novo ciclo da educação financeira e previdenciária | Artigo por Jarbas de Biagi, presidente da UniAbrapp (Universidade Corporativa da Previdência Complementar).

A educação financeira e previdenciária vem ganhando cada vez mais espaço, expandindo-se das salas de aula do ensino fundamental às universidades, além de projetos comunitários e diversas outras iniciativas. Desde 2020, passou a integrar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) como conteúdo transversal e tornou-se tema de dezenas de cursos e palestras voltados a um público crescente, que vai de crianças e jovens até pessoas da terceira idade.

Essa expansão é mais do que bem-vinda para o País, especialmente quando se pensa no futuro. No entanto, é fundamental que, além do crescimento quantitativo, haja também uma evolução qualitativa da educação financeira e previdenciária, cada vez mais orientada para a construção de um amanhã melhor.

Veja-se o caso do levantamento da Anbima, que à primeira vista pode parecer contraditório: o total de iniciativas na área atingiu seu pico em 2017, com 526 ações, e recuou para menos da metade (229) em 2024. Seria um sinal de perda de força da educação financeira? Ao contrário. O estudo da Anbima destaca que o tema se popularizou, impulsionado pela tecnologia, com a expansão das plataformas digitais, dos cursos on-line e dos influenciadores de finanças.

Na prática, o que mudou foram os canais de disseminação, que hoje levam o tema a um número muito maior de pessoas. Mas não foi só isso. Houve também um salto qualitativo, que ampliou a visão de futuro e expandiu o escopo dos conteúdos abordados.

Se antes o foco recaía em “lidar com o dinheiro”, passou-se a explicar o “por quê” e o “para quê” poupar, além de mostrar como decisões tomadas hoje se traduzem em bem-estar no futuro.

Nesse contexto, surgiram diversos projetos, com destaque para o Poupadores do Futuro, iniciativa da Abrapp e da UniAbrapp em parceria com o Ministério da Previdência. Lançado no ano passado, durante a 12ª Enef (Semana Nacional de Educação Financeira), o programa tem como objetivo ampliar o alcance e o impacto da educação financeira e previdenciária.  A receptividade foi imediata: mais de 5 mil estudantes de escolas públicas e privadas participaram de oficinas e atividades sobre o tema.

Um grupo de 12 EFPCs (Entidades Fechadas de Previdência Complementar, também conhecidas como “fundos de pensão”) participou da iniciativa, e a expectativa para este ano é de uma adesão ainda maior — a meta é alcançar 100 entidades.

São números expressivos para o setor. A previdência complementar fechada foi, por muitos anos — sem razão — percebida como técnica e distante do cotidiano das pessoas. Essa imagem vem se transformando, entre outros fatores, com a iniciativa de entrar nas escolas e dialogar com os jovens, contribuindo para a construção de uma cultura de poupança e planejamento que reduz vulnerabilidades e melhora decisões futuras, desde o uso do crédito até a compreensão de risco, proteção e aposentadoria.

Com a crescente participação das EFPCs, o Poupadores do Futuro tende a multiplicar seu alcance e, mais do que isso, a padronizar metodologias, estimular a produção de material didático ainda mais consistente e conectar o tema também às universidades, por meio de projetos, pesquisa aplicada, ligas acadêmicas e ações de voluntariado. Como resultado, forma-se um ciclo virtuoso de aprendizagem.

O desafio agora é sustentar esse crescimento com qualidade: linguagem simples, exemplos práticos — como sonhos, metas, primeiro emprego, orçamento e imprevistos —, conexão com o cotidiano digital e continuidade das ações. Dessa forma, o programa se insere na dinâmica de outras iniciativas com o mesmo propósito, contribuindo para a construção de uma educação financeira e previdenciária em escala — uma necessidade urgente para todos os brasileiros que sonham com um futuro melhor.

Autor:   Jarbas de Biagi, presidente da UniAbrapp (Universidade Corporativa da Previdência Complementar)

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