Avanço da eólica offshore e de tecnologias de aproveitamento dos recursos oceânicos pode impulsionar novas cadeias produtivas, ampliar a contribuição do setor para o PIB e aumentar a demanda por profissionais qualificados
São Paulo, outubro de 2026 – Com uma extensa faixa costeira e condições favoráveis à geração renovável, o Brasil reúne atributos para avançar na economia azul, conceito que conecta atividades ligadas aos oceanos e às zonas costeiras à geração de valor, inovação e uso sustentável dos recursos marinhos. Nesse cenário, a eólica offshore e outras tecnologias de aproveitamento energético do oceano despontam como alternativas para diversificar a matriz elétrica e estimular novas frentes de desenvolvimento industrial.
O tema estará em debate no Brazil Windpower 2026, que será realizado de 27 a 29 de outubro, no São Paulo Expo, em São Paulo. O avanço dessas atividades pode impulsionar fornecedores nacionais, ampliar a demanda por serviços especializados e fortalecer segmentos ligados à infraestrutura marítima, à engenharia, à fabricação de equipamentos e à prestação de serviços.
A consolidação desse potencial, no entanto, depende de condições estruturais e institucionais. Segurança jurídica, regulação adequada, infraestrutura portuária, acesso a financiamento e planejamento de longo prazo serão fatores decisivos para transformar oportunidades em projetos competitivos e economicamente viáveis.
Energia oceânica e eólica offshore ampliam as possibilidades da transição energética
A eólica offshore é uma das principais frentes da economia azul com potencial para aproximar ainda mais o setor energético da indústria brasileira. A instalação de parques eólicos no mar pode estimular uma cadeia que envolve estudos ambientais, levantamentos marítimos, engenharia, construção, logística portuária, instalação de equipamentos, operação e manutenção.
Além da força dos ventos, o oceano também oferece possibilidades de geração a partir das ondas, das marés e de gradientes térmicos. Embora essas tecnologias ainda apresentem diferentes níveis de maturidade e desafios técnicos e econômicos, elas integram o conjunto de alternativas em análise para ampliar o aproveitamento dos recursos naturais na produção de energia.
Para o Brasil, o avanço dessas frentes representa a chance de desenvolver conhecimento, atrair capital e fortalecer competências industriais. A transformação desse potencial em empreendimentos concretos, porém, dependerá da evolução tecnológica, de estudos de viabilidade, de marcos regulatórios adequados e da capacidade de estruturar projetos competitivos.
Investimentos podem ampliar a contribuição da economia azul para o PIB
O desenvolvimento da economia azul pode gerar efeitos que vão além da produção de eletricidade. A implantação de projetos offshore tende a movimentar atividades como construção naval, infraestrutura portuária, transporte marítimo, metalurgia, engenharia, tecnologia e manutenção industrial.
Essa articulação entre energia e indústria cria espaço para ampliar a participação de fornecedores brasileiros nas cadeias produtivas, estimular a inovação e gerar empregos diretos e indiretos. A dimensão desse impacto sobre o PIB, no entanto, dependerá do volume de investimentos realizados, do conteúdo nacional dos projetos, do ritmo de implantação e da capacidade de desenvolver fornecedores locais.
A atração de capital também estará associada à previsibilidade regulatória e à definição de regras para licenciamento ambiental, uso de áreas marítimas e conexão dos projetos ao sistema elétrico. A construção de um ambiente favorável aos negócios será essencial para converter o potencial identificado em benefícios econômicos duradouros.
Qualificação profissional será estratégica para desenvolver novas cadeias produtivas
A expansão da economia azul também traz desafios relacionados à disponibilidade de mão de obra qualificada. Projetos de energia offshore demandam profissionais preparados para atividades ligadas à eletricidade, mecânica, automação, soldagem, logística, operação e manutenção de equipamentos, além de conhecimentos específicos sobre segurança em ambientes marítimos.
Nesse contexto, instituições como o SENAI podem contribuir para aproximar a educação profissional das necessidades emergentes da indústria. Formação técnica, treinamento especializado e atualização contínua de competências serão elementos importantes para preparar trabalhadores para novas tecnologias e atividades ligadas à geração de energia no mar.
A aproximação entre instituições de ensino, empresas e especialistas também pode ajudar a identificar lacunas de qualificação e orientar programas de formação alinhados às demandas do mercado. Além de favorecer a empregabilidade, essa articulação pode fortalecer a capacidade nacional de atender às necessidades dos projetos e ampliar a participação brasileira nas cadeias de fornecimento.
Do potencial natural ao desenvolvimento econômico
Transformar os recursos oceânicos em uma nova frente de desenvolvimento exige planejamento integrado, articulação institucional e visão de longo prazo. A combinação entre energia renovável, infraestrutura, inovação industrial e formação profissional pode criar oportunidades para o Brasil ampliar sua atuação em mercados emergentes e desenvolver competências estratégicas para a transição energética.
Nesse sentido, a economia azul se consolida como uma agenda que conecta o aproveitamento sustentável dos recursos marinhos à competitividade industrial e à geração de valor. O avanço da eólica offshore e de outras tecnologias oceânicas dependerá da capacidade de superar desafios regulatórios, econômicos e tecnológicos, ao mesmo tempo em que prepara profissionais para novas demandas produtivas.
O tema integra a programação do Brazil Windpower 2026, que reunirá representantes da indústria, especialistas e agentes do setor energético para discutir os caminhos da expansão das energias renováveis no Brasil, incluindo as oportunidades relacionadas à energia offshore, aos investimentos, ao desenvolvimento industrial e à capacitação profissional.
Serviço
Brazil Windpower 2026
Data: 27 a 29 de outubro de 2026, das 10h às 20h
Local: São Paulo Expo – São Paulo (SP)
Endereço: São Paulo Expo – Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, Vila Água Funda, São Paulo (SP)
Link para credenciamento: https://www.brazilwindpower.com.br/imprensa/
Realização: Informa Markets (promotora e organizadora), com coorganização da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABEEólica) e do Global Wind Energy Council (GWEC).
Sobre a Informa Markets
A Informa Markets conecta pessoas e mercados por meio de soluções digitais, conteúdo especializado, feiras de negócios, eventos híbridos e inteligência de mercado, construindo uma jornada de relacionamento e negócios entre empresas e mercados durante todo o ano. Presente em mais de 30 países, atua na América Latina há 30 anos, realizando anualmente mais de 40 eventos híbridos no Brasil e no México, além de eventos digitais, portais de notícias e plataformas de conexão e negócios.
Sobre a ABEEólica
A Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABEEólica) é uma instituição sem fins lucrativos que representa a indústria de energia eólica e novas tecnologias no Brasil, reunindo empresas de toda a cadeia produtiva do setor.
Sobre o GWEC
O Global Wind Energy Council (GWEC) atua na promoção da energia eólica em todo o mundo, apoiando a abertura de novos mercados e o desenvolvimento da indústria em países como Brasil, China, México, África do Sul e Índia.