O tarifaço imposto pelos EUA aos demais países deverá provocar uma desaceleração global, segundo a avaliação de economistas presentes na 26a. Conferência Anual do Santander Brasil.
“A economia americana desacelera, mas não quebra. Não se vê uma recessão nos EUA. O cenário global é de desaceleração, e a economia brasileira vai sentir isso”, disse Cassiana Fernandez, economista-chefe do JP Morgan para América Latina.
“Temos um elevado grau de incerteza na economia americana. (Com o tarifaço) a economia americana terá uma menor poder de influência”, afirmou Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco.
Diante de uma atividade menor nos EUA e no mundo, os economistas apontam uma desaceleração da inflação no Brasil.
“(O tarifaço) gera uma pressão desinflacionária no Brasil. No começo do ano, eu via a inflação em 6%, agora vejo a inflação em 4,9% em 2025. A inflação de alimentos vai ser 6% e pouco, ajudada pela safra que será boa”, disse Samuel Pessôa, Head de Política Econômica do BTG Pactual.
“Para 2026, a inflação deve ser 4,5%. A taxa de juros terminal será 12% (no final de 2026). Sobre a atividade, o cenário é de pouso suave, PIB de 1,9% para 2025 e (PIB) 1,5% para 2026.”, prevê.
Em linha semelhante, o economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato, estima um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,1% para 2025 e uma alta de 1,4% para 2026.
Evento: 26a. Conferência Anual do Santander
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Texto e foto: Ernani Fagundes, jornalista especializado (MBA da B3) em informações econômicas, financeiras e de mercado de capitais.
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