Em 2025, o mercado de crédito estruturado no Brasil alcançou um marco significativo, com os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) ultrapassando R$ 800 bilhões em patrimônio líquido, registrando um crescimento de 22,5% em comparação com o ano anterior. O volume de ofertas no mercado de capitais foi de R$ 1,4 trilhão, com destaque para os FIDCs, que corresponderam a cerca de R$ 90,8 bilhões em captações primárias. Esse desempenho é refletido também no crescimento de 25% no número de investidores em FIDCs, que superaram a marca de330 mil participantes, um reflexo da busca por soluções de financiamento mais flexíveis e menos dependentes dos bancos.
O mercado de crédito privado, como debêntures e certificados de recebíveis, também teve destaque, alcançando R$ 500 bilhões em emissões, comprovando a diversificação nas fontes de capital. Além disso, a participação dos investidores institucionais no financiamento de empresas por meio de crédito estruturado se expandiu, sendo responsável por mais de 40% do volume total de novas emissões em 2025.
“O crédito estruturado é a resposta a um mercado que busca agilidade e maior controle sobre os riscos”, explica Valdir Piran Jr., fundador e diretor executivo da Gestora Intra. “A flexibilidade oferecida por esses instrumentos, combinada com uma análise rigorosa da saúde financeira das empresas, permite que investidores e tomadores tenham soluções mais rápidas e seguras.” Piran Jr. destaca ainda que a demanda por esse tipo de crédito tem sido cada vez maior entre empresas de médio e grande porte ou, que, historicamente, dependiam dos bancos, mas agora buscam alternativas mais ágeis e alinhadas com suas necessidades operacionais.
A Intra se consolidou como uma das principais gestoras de crédito estruturado, com mais de R$ 20 bilhões em operações originadas e liquidadas desde 2020. Segundo Piran Jr, a combinação de tecnologia de ponta, governança rigorosa e análise detalhada de risco tem sido essencial para o sucesso da Intra. “Nosso foco é garantir não apenas uma boa taxa de retorno, mas a sustentabilidade a longo prazo das operações. Analisamos cada empresa de forma única, entendendo suas necessidades e ajustando a solução de crédito à sua realidade.”
O crescimento contínuo do mercado de crédito estruturado é uma tendência que deve persistir em 2026, com mais empresas buscando alternativas ao crédito bancário e investidores em busca de retornos ajustados ao risco. O cenário positivo reforça a ideia de que o Brasil está caminhando para um financiamento corporativo mais diversificado e dinâmico, com instrumentos como FIDCs se tornando cada vez mais essenciais no financiamento das empresas, consolidando-se como uma solução robusta e eficiente para um mercado em rápida transformação.