Posicionamento para diferentes cenários: veja guia de ações

Análise

Posicionamento para diferentes cenários

Ficou na dúvida após os mais recentes acontecimentos políticos? Veja trechos do relatório Raio XP de outubro de 2026 para avaliar o posicionamento para diferentes cenários. O relatório Raio XP é assinado por:  Fernando Ferreira (CFA, estrategista-chefe e head de research); Raphael Figueredo (estrategista de ações), Caio Souza (estrategista de ações) e Antonio Mello (estrategista quantitativo).

Outubro 2026

Com a perspectiva para a Bolsa ainda muito incerta no Brasil, analisamos em detalhe nossas cestas temáticas para identificar as ações brasileiras mais bem posicionadas em cada cenário.

Organizamos a análise em torno de três temas principais:

1. Política econômica: nossa cesta de Deterioração Fiscal oferece exposição a nomes mais defensivos em caso de piora do cenário fiscal, enquanto a cesta de Política Alternativa reúne ações que devem se beneficiar de uma melhora das condições fiscais e de políticas mais favoráveis aos negócios.

2. Dólar: nossa cesta de Alta Exposição ao Dólar inclui empresas que se beneficiam de um real mais fraco, enquanto a de Baixa Exposição ao Dólar está posicionada para ganhar com um real mais forte.

3. Fluxo estrangeiro: nossa cesta de Fluxo Estrangeiro reúne as ações historicamente mais sensíveis a entradas mais fortes de investidores estrangeiros na Bolsa brasileira.

Posicionamento para cenário de política alternativa

Nossa cesta de Política Alternativa reúne nomes que podem se beneficiar de uma mudança para políticas mais favoráveis aos negócios.

Ela inclui estatais e empresas reguladas, como Petrobras, Banco do Brasil e Sabesp, que podem se beneficiar de prêmios de risco menores, além de nomes sensíveis a juros, como B3 e Localiza, que podem se beneficiar de juros mais baixos, com uma sinalização fiscal mais crível.

Posicionamento para cenário de Deterioração Fiscal

Nossa cesta de Deterioração Fiscal reúne nomes que podem se sair melhor em um cenário de piora fiscal, quando o real se enfraquece e os juros longos sobem.

Ela inclui exportadoras e nomes sensíveis ao câmbio, como Aura, Petrobras, Gerdau e Suzano, além de WEG, que podem se beneficiar de um real mais fraco, e empresas de alta qualidade e baixa alavancagem.

Posicionamento para cenário de alta exposição ao dólar

Nossa cesta de Alta Exposição ao Dólar reúne nomes que podem se beneficiar de um real mais fraco.

 Ela inclui companhias exportadoras, como Vale e Suzano, além de frigoríficos, como MBRF e JBS. Selecionamos os nomes com base na sensibilidade ao dólar (controlando pela sensibilidade ao mercado) e na participação das receitas em dólar.

Posicionamento para cenário de baixa exposição ao dólar

Nossa cesta de Baixa Exposição ao Dólar reúne nomes que podem se beneficiar de um real mais forte.

Ela inclui empresas domésticas ligadas à atividade local, como Rede D’Or, Renner, C&A, Cyrela e Allos, além de nomes de utilidade pública e infraestrutura, como Copasa, Copel e Motiva. Selecionamos os nomes pela sensibilidade negativa ao dólar e pela baixa receita em dólar.

Autores do relatório Raio XP: Fernando Ferreira (CFA, estrategista-chefe e head de research); Raphael Figueredo (estrategista de ações), Caio Souza (estrategista de ações) e Antonio Mello (estrategista quantitativo).

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