Santa Catarina recebeu 565,7 mil turistas estrangeiros entre janeiro e agosto de 2025, 66,4% a mais que no mesmo período do ano anterior. O avanço do fluxo turístico já aparece na forma como os visitantes escolhem onde ficar. Na temporada de verão de 2026, os imóveis alugados passaram a concentrar 40,2% das hospedagens no litoral catarinense, à frente dos hotéis e pousadas, com 32,9%.As plataformas digitais também ganharam peso: Airbnb e Booking intermediaram 50,6% das locações por temporada. Ao mesmo tempo, o gasto médio dos turistas com hospedagem chegou a R$ 4.359, valor 26% acima da média histórica da pesquisa. O movimento indica que, além do crescimento do número de visitantes, mudou a própria estrutura da hospedagem no estado: apartamentos e casas de temporada disputam uma parcela maior da demanda em um mercado no qual localização, flexibilidade de estadia e serviços passaram a pesar na decisão do turista.
Para viabilizar esse modelo de uso misto com VGV R$ 304 milhões no ICONIC Brava Home, a Alumbra estruturou uma operação de short stay com 350 unidades administradas pela Housi. A incorporadora responde pelo desenvolvimento e pela comercialização dos apartamentos, enquanto a Housi assume a gestão das unidades destinadas à hospedagem, cuidando de reservas, atendimento aos hóspedes, concierge, limpeza, entrada e saída e demais serviços da operação. Assim, o proprietário mantém o apartamento como patrimônio e pode utilizá-lo para moradia ou lazer, ao mesmo tempo em que conta com uma estrutura profissional para explorar a unidade nos períodos destinados à locação. Com uma ocupação maior do que 70% ao mês, a estimativa é de geração entre R$ 8 mil e R$ 9 mil mensais com as estadias, de acordo com o desempenho projetado para a operação. “A ideia foi estruturar um residencial que acompanhasse a realidade da Praia Brava. O comprador continua adquirindo um imóvel da Alumbra, mas passa a ter uma operação especializada para administrar as estadias quando a unidade estiver destinada ao short stay, sem precisar assumir toda a rotina de uma hospedagem”, afirma Alex Sales, fundador da Alumbra Empreendimentos Design.
O formato difere de uma locação residencial tradicional de longo prazo. No short stay, as unidades são disponibilizadas por períodos menores, acompanhando principalmente a demanda turística, eventos e temporadas de maior movimento da Praia Brava. Para o proprietário, isso significa manter maior flexibilidade sobre quando ocupar o apartamento e quando destiná-lo à locação, enquanto a administração profissional concentra tarefas que normalmente ficariam sob responsabilidade do próprio investidor. A estratégia também busca responder a uma característica específica do litoral catarinense: um mercado imobiliário valorizado convivendo com uma oferta de hospedagem qualificada ainda restrita em determinados destinos. “Não estamos criando um hotel dentro de um residencial. Estamos permitindo que o comprador tenha uma estrutura profissional para administrar o imóvel quando decidir disponibilizá-lo para hospedagens de curta duração. É uma forma de conciliar o uso residencial com uma demanda turística que vem crescendo de maneira consistente na região”, explica Sales.