Como se posicionar na bolsa de valores?

Análise

Como se posicionar na bolsa de valores após a correção de maio?

Análise XP junho de 2026: Após a correção em maio, como se posicionar? Veja trechos do relatório Raio XP de junho de 2026 assinado por Fernando Ferreira (CFA, Estrategista-chefe e Head de Research), Raphael Figueiredo (Estrategista de Ações), Caio Souza (Estrategista de Ações) e Antonio Melo (Estrategista Quantitativo de Ações):

À medida que aumentaram, nos últimos dias, as chances de encerramento do conflito no Oriente Médio, acreditamos que os ativos de mercados emergentes, incluindo o Brasil, podem se beneficiar dessa melhora no sentimento de risco.

Continuamos vendo o Brasil como um vencedor relativo no cenário global, dado seu baixo risco geopolítico, valuation atrativo e juros elevados.

Em nossa visão, o principal canal de melhora para o Brasil deve ser via expectativas de inflação e de juros, caso o preço do petróleo recue adicionalmente com a reabertura do Estreito de Ormuz.

Nesse cenário, criamos uma cesta dentro do nosso universo de cobertura na XP para identificar empresas que passaram por correção e podem se tornar atrativas em um movimento de recuperação do mercado, com base nos seguintes critérios para as ações: 1. Ter recomendação de Compra; 2. Estar no primeiro quintil do nosso fator proprietário de Valor; 3. Apresentar beta elevado em relação aos juros locais.

Por outro lado, à medida que a eleição se aproxima, os investidores podem adotar uma postura mais defensiva em meio ao aumento das preocupações fiscais e da incerteza política.

Nesse cenário, as taxas de juros reais tenderiam a permanecer pressionadas e elevadas, o real se depreciaria e os nomes de alto beta ficariam sob maior pressão.

Vemos Educação e Construção Civil como os setores mais expostos nesse contexto, enquanto Papel & Celulose, Bens de Capital, Mineração & Siderurgia e Alimentos & Bebidas parecem menos expostos.

Uma cesta de ações de Valor com alta sensibilidade a juros: C&A Modas (CEAB3), Cyrela (CYRE3), Moura Dubeaux (MDNE3), Movida (MOVI3), Plano & Plano (PLPL3), Positivo (POSI3), Riachuelo (RIAA3), Simpar (SIMH3) e Tenda (TEND3).

Também montamos uma cesta de nomes defensivos para se posicionar nesse ambiente, combinando baixo beta em relação ao Ibovespa, beta positivo à depreciação do real e baixa alavancagem financeira.

Os critérios de seleção são: I. Ações com recomendação de Compra; II. Dívida Líquida/EBITDA 2026E abaixo de 3,0x; III. Estar abaixo do percentil 30 de beta em relação ao Ibovespa; IV. Estar acima do percentil 70 de beta em relação ao USD/BRL.

Uma cesta de nomes defensivos para períodos de maior risco fiscal: Aura Minerals (AURA33), Embraer (EMBJ3), Gerdau (GGBR4), Prio (PRIO3) e Irani (RANI3).  

Como se posicionar na bolsa de valores se o trade de IA perder força?

Um dos fatores que destacamos na seção anterior e que pressionou recentemente a Bolsa brasileira foi a volta do foco para o trade de IA, que interrompeu o trade HALO e desencadeou uma onda relevante de saídas de estrangeiros desde meados de abril.

No entanto, se o trade de IA perder força e os investidores voltarem a rotacionar para teses de valor/HALO, o Brasil pode voltar a superar os mercados globais.

Nesse cenário, as bolsas dos EUA tenderiam a apresentar uma performance inferior, enquanto os fluxos estrangeiros para o Brasil seriam retomados, concentrados especialmente em companhias de alto valor de mercado e nomes ligados a HALO/commodities.

Propriedades Comerciais, Óleo & Gás, Bancos e Utilidade Pública devem se beneficiar, dado seu alto score de HALO (veja mais detalhes aqui) e o beta relativamente baixo em relação às ações dos EUA.

Em contraste, Bens de Capital, Varejo e TMT apresentam características opostas. Também criamos uma cesta de nomes com base nos seguintes critérios de seleção: I. Baixo beta em relação ao S&P 500; II. Alto score de HALO; III. Valor de mercado acima de R$ 40 bilhões.

Uma cesta de nomes que podem apresentar desempenho superior em um recuo do trade de IA: Axia (AXIA3), Eneva (ENEV3), Equatorial (EQTL3), Itaú (ITUB4), Petrobras (PETR4), Santander (SANB11), Sabesp (SBSP3) e Vivo (VIVT3).

Autores do conteúdo: Relatório Raio XP assinado por Fernando Ferreira (CFA, Estrategista-chefe e Head de Research), Raphael Figueiredo (Estrategista de Ações), Caio Souza (Estrategista de Ações) e Antonio Melo (Estrategista Quantitativo de Ações).

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