
A inadimplência voltou a cair em novembro, segundo o Índice Multiplike de Devedores (IMD), após oscilações ao longo dos últimos 4 meses. O índice chegou a 9,15%, próximo ao menor patamar já registrado pela série histórica, observado em agosto deste ano, quando atingiu 9,04%. O indicador reflete o percentual de Direitos Creditórios (DC) vencidos sobre a carteira total. Essa queda marginal foi impulsionada principalmente pela baixa dos vencimentos de curto prazo, resultado de um maior número de FIDCs na base do estudo, o que proporcionou uma carteira de DC ligeiramente maior.
O volume total de direitos creditórios vencidos passou de R$ 6,7 bilhões em outubro para R$ 6,4 bilhões em novembro. O nível de inadimplência ainda é considerado baixo e sob controle. Isso se deve, em parte, à queda nas dívidas de longo prazo, que são mais difíceis de recuperar e costumam representar maior risco para os credores.
Considerando as faixas de vencimento, conforme apontado anteriormente, o aumento de inadimplência foi identificado nos vencidos de acima de 30 dias, considerando as seguintes faixas e percentuais de direitos creditórios vencidos:
- Vencidos de 31 a 60 dias, saindo de 9,41% para 9,55%;
- Vencidos de 61 a 90 dias, saindo de 5,40% para 5,60%;
- Vencidos de 91 a 180 dias, saindo de 12,43% para 11,23%;
- Vencidos de 181 a 360 dias, saindo de 19,73% para 20,42% e;
- Vencidos acima de 360 dias, saindo de 17,65% para 16,45%.
O levantamento também indica que o patrimônio líquido dos FIDCs multicedente/multissacado somou R$ 72,4 bilhões em novembro, com uma amostra de 351 fundos, abaixo dos R$ 75,1 bilhões registrados no mês anterior, quando o índice considerava 370 fundos. A redução do PL acompanha a diminuição da base analisada, sem indicar, necessariamente, deterioração da qualidade das carteiras. Desse total, R$ 69,9 bilhões estavam alocados em direitos creditórios, o que representa praticamente a totalidade da carteira, enquanto R$ 6,4 bilhões correspondem a recebíveis não liquidados no prazo original.
No caso da Multiplike, a taxa de inadimplência segue bem abaixo da média de mercado: apenas 0,57% da carteira de direitos creditórios está vencida, sendo que 98,24% desses títulos têm atraso inferior a 30 dias. “Conseguimos manter esse índice porque investimos fortemente em tecnologia e em pessoas qualificadas para análise de crédito, além de contarmos com um histórico consolidado de mercado”, afirma Volnei Eyng, CEO da Multiplike.