O mercado brasileiro de crédito empresarial avançou em junho, mas o custo dos empréstimos e a deterioração financeira dos negócios mantêm a contratação sob pressão. O crédito ampliado às empresas chegou a R$ 7,2 trilhões, com crescimento de 8,2% em 12 meses, enquanto as operações destinadas a pessoas jurídicas dentro do Sistema Financeiro Nacional somaram R$ 2,7 trilhões. No crédito livre para empresas, a carteira alcançou R$ 1,6 trilhão, mas a taxa média permaneceu elevada, em 24,4% ao ano, e a inadimplência chegou a 4%, aumento de 0,5 ponto percentual em relação a junho de 2025.
Fora do sistema bancário, a pressão sobre o caixa aparece com ainda mais força: mais de 9 milhões de empresas estavam negativadas em maio, acumulando R$ 229,9 bilhões em dívidas. Desse total, 8,5 milhões eram micro e pequenos negócios. A leitura conjunta dos indicadores mostra que a dificuldade não decorre apenas da falta de recursos, mas também da distância entre a necessidade apresentada pela empresa e a linha, o prazo ou a garantia disponíveis no canal procurado.
A Friggi & Secco estruturou seu modelo de licenciamento para enfrentar esse problema de distribuição. Segundo informações fornecidas pela companhia, que atua há duas décadas e já intermediou mais de R$ 13,4 bilhões, o licenciado passa a acessar uma carteira com mais de 70 linhas oferecidas por mais de 20 instituições, entre bancos regulados pelo Banco Central, fundos de investimento em direitos creditórios e fintechs.
O formato é direcionado a profissionais que já recebem demandas por financiamento, como corretores de imóveis e seguros, contadores, advogados, consultores de crédito, correspondentes bancários e especialistas ligados à construção e ao agronegócio, mas que normalmente trabalham com um número restrito de produtos. “O profissional que atende o cliente na ponta costuma trabalhar com uma ou duas linhas, quase sempre do banco com quem tem relacionamento. Quando o perfil do cliente não se encaixa naquele produto específico, a operação não acontece. Não é que o crédito não exista. É que aquele profissional não tem acesso a ele”, afirma Alberto Friggi, CEO e sócio-fundador da Friggi & Secco.
O acesso a um portfólio maior não elimina a análise de risco nem representa garantia de aprovação. A proposta do modelo é permitir que prazo, finalidade, capacidade de pagamento e garantias sejam avaliados antes do encaminhamento da operação, reduzindo tentativas em produtos incompatíveis com o perfil do tomador. A estrutura oferece esteira de análise, suporte técnico e padronização de documentos e processos, além de modalidades como antecipação de recebíveis, home equity, crédito rural, financiamento de obras, consórcios e crédito estruturado. “O ganho não está em encaminhar a mesma proposta para várias instituições, mas em compreender a necessidade do cliente e construir o enquadramento adequado. Quando documentação, garantias e fluxo financeiro são analisados desde o início, o profissional reduz tentativas improdutivas e a instituição recebe uma operação mais qualificada”, afirma Thiago Secco, CFO da Friggi & Secco. Dados da própria companhia apontam que o volume intermediado passou de R$ 1,12 bilhão em todo o ano de 2025 para R$ 2,12 bilhões entre janeiro e maio de 2026, montante 89% superior ao registrado no ano anterior.
Para apresentar o funcionamento do licenciamento, a Friggi & Secco realizará uma live aberta toda sexta-feira, às 10h, a partir de 31 de julho, em seus canais oficiais. A participação será gratuita, mediante cadastro no site da empresa, na área “Seja Licenciado”. Os encontros mostrarão as linhas disponíveis, a estrutura oferecida aos licenciados e exemplos de operações, com espaço para perguntas ao final. A iniciativa acompanha a expansão da companhia, que já mantém licenças em 10 unidades da Federação, e procura tornar mais acessível uma estrutura de distribuição historicamente concentrada em redes fechadas de relacionamento. “A gente decidiu abrir e explicar como funciona, toda semana, para quem quiser entrar e perguntar. Democratizar o acesso ao crédito começa por democratizar o acesso à informação sobre ele”, afirma Alberto Friggi.