A inadimplência dos FIDCs permanece relativamente estável há mais de seis meses, conforme indica o Índice Multiplike de Devedores (IMD). Em fevereiro, o índice alcançou 9,52%, refletindo a proporção de Direitos Creditórios (DC) vencidos em relação à carteira total. Esse patamar, em torno de 10%, vem sendo observado de forma consistente desde junho do ano passado. O desempenho pode ser atribuído a uma indústria mais madura, que passou a conceder crédito com maior qualidade na originação, além do uso de ferramentas tecnológicas que tornaram as análises mais precisas e aprofundadas.
O volume total de direitos creditórios vencidos passou de R$ 7,2 bilhões em janeiro para R$ 6,5 bilhões em fevereiro. O nível de inadimplência ainda é considerado baixo e sob controle. Isso se deve, em parte, à queda nas dívidas de médio e longo prazo, que são mais difíceis de recuperar e costumam representar maior risco para os credores.
Aumento da inadimplência
Considerando os prazos de vencimento, o aumento de inadimplência foi identificado recuo significativo nos vencidos acima de 360 dias, saindo de R$ 1,1 bilhão em janeiro para R$ 987 milhões em fevereiro, e nos vencidos entre 31 e 60 dias saindo de R$ 952 milhões em janeiro para R$ 753 milhões em fevereiro. As faixas e percentuais de direitos creditórios vencidos, se comportaram da seguinte forma:
Vencidos até 30 dias, aumento: saindo de 35,50% para 35,61%;
- Vencidos de 31 a 60 dias, recuo: saindo de 13,19% para 11,55%;
- Vencidos de 61 a 90 dias, aumento: saindo de 6,73% para 8,86%;
- Vencidos de 91 a 180 dias, aumento: saindo de 11,29% para 12,67%;
- Vencidos de 181 a 360 dias, recuo: saindo de 17,54% para 16,17% e;
- Vencidos acima de 360 dias, recuo: saindo de 15,76% para 15,14%.
Taxa de inadimplência segue bem abaixo da média

O levantamento também indica que o patrimônio líquido dos FIDCs multicedente/multissacado somou R$ 74,9 bilhões em fevereiro, com uma amostra de 337 fundos, abaixo dos R$ 76,1 bilhões registrados no mês anterior, quando o índice considerava 343 fundos. Desse total, R$ 68,5 bilhões estavam alocados em direitos creditórios, o que representa praticamente a totalidade da carteira, enquanto R$ 6,5 bilhões correspondem a recebíveis não liquidados no prazo original.
No caso da Multiplike, a taxa de inadimplência segue bem abaixo da média de mercado: apenas 0,39% da carteira de direitos creditórios está vencida, sendo que 100% desses títulos têm atraso inferior a 30 dias. “Conseguimos manter esse índice porque investimos fortemente em tecnologia e em pessoas qualificadas para análise de crédito, além de contarmos com um histórico consolidado de mercado”, afirma Volnei Eyng, CEO da Multiplike.